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Dificuldades no socorro levam PCP a reunir com a Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal

Comunistas apontam atrasos no socorro, falhas no INEM e dívidas do Estado aos bombeiros no distrito.

Reunião do PCP com os Bombeiros de Setúbal expôs problemas graves

Uma delegação do PCP reuniu-se com a direção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal, O motivo desta reunião vai ao encontro dos recentes acontecimentos trágicos na Península de Setúbal, que resultaram na morte de dois cidadãos após atrasos significativos na chegada dos meios de socorro.

De acordo com o PCP, a reunião permitiu aprofundar o conhecimento sobre a gravidade da situação no distrito, nomeadamente no que diz respeito à resposta da emergência médica, às dificuldades sentidas pelos corpos de bombeiros e às falhas estruturais do sistema de saúde e de proteção civil.

Atrasos nas macas hospitalares continuam sem solução

Entre os principais problemas identificados, o PCP destaca os atrasos na libertação de macas nos hospitais, com tempos de espera que podem prolongar-se por várias horas. O Hospital de São Bernardo, em Setúbal, surge como um dos exemplos mais preocupantes desta realidade, mantendo ambulâncias e equipas de socorro indisponíveis durante longos períodos.

Outro ponto sublinhado prende-se, pois, com a insuficiência de meios de emergência médica protocolados com o INEM. Segundo o PCP, existe disponibilidade por parte das associações de bombeiros para a criação de novos Postos de Emergência Médica em funcionamento permanente. Essa é uma realidade que, segundo o partido, contraria declarações recentes do primeiro-ministro na Assembleia da República, onde foi afirmado que todos os meios estariam disponíveis.

Pagamentos em atraso fragilizam os corpos de bombeiros

O partido denuncia igualmente atrasos significativos nos pagamentos de verbas devidas aos corpos de bombeiros, com demoras que chegam aos cinco ou seis meses. Estes atrasos dizem respeito a valores do INEM, mas também do Ministério da Saúde e da Autoridade Nacional de Protecção Civil, agravando as dificuldades financeiras das associações humanitárias.

Por outro lado, o PCP critica a falta de reforço de meios durante períodos de maior procura previsível, como os picos sazonais de doenças respiratórias, referindo que, no caso da gripe, não asseguraram este ano esse mesmo reforço.

Críticas à política de saúde e valorização dos bombeiros

Em comunicado, o PCP volta a responsabilizar os sucessivos governos do PSD, CDS e PS pela degradação do direito à saúde, desde a medicina preventiva ao socorro e atendimento hospitalar. Da reunião com a Federação dos Bombeiros, o partido sublinha que “a escassez de meios de socorro só não é pior pelo esforço, dedicação e abnegação” das direções das associações e dos próprios bombeiros.

Por fim, o partido reafirma que a falta de condições para o cumprimento das missões dos bombeiros compromete o direito à saúde consagrado na Constituição da República, lembrando que tem apresentado propostas concretas para valorizar a atividade destes profissionais.


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