Dia Internacional do Trabalhador e as ‘machadadas’ do Governo nos direitos laborais
Paulo Brito, coordenador do PPM Madeira

Hoje, dia 1 de Maio celebra-se o Dia Internacional do Trabalhador, feriado nacional, reivindicado e constituído logo após a Revolução de 25 de Abril de 1974, pela Junta de Salvação Nacional, que comemora as conquistas históricas dos movimentos laborais por melhores condições de trabalho e direitos sociais, que até então poucos eram os nossos direitos como trabalhadores.
No entanto, hoje, e 52 anos volvidos, este governo uma vez mais se prepara para dar mais uma machadada nos direitos conquistados e cortar com o que foi conquistado com anos de lutas em prol dos portugueses trabalhadores e cortar com o direito à greve, e importantes garantias laborais conquistadas.
Comemorar o dia 1 de Maio exige muito mais que recordar o passado, exige refletir sobre o presente e sobre a precariedade laboral que nos querem impor através do novo pacote laboral que nos querem impor trabalhadores e quem “leva no pacote” somos nós, enquanto trabalhadores!
Este novo pacote laboral, irá afectar todos os trabalhadores, essencialmente a classe mais jovem, dificultando a sua estabilidade nos projectos de vida e autonomia financeira, mantendo os salários abaixo do custo de vida que se verifica actualmente, empurrando os jovens qualificados para a emigração, quando é urgente ter mão de obra qualificada em Portugal, enquanto se aumenta a idade da reforma, o que é completamente absurdo!
As alterações laborais que fragilizam a protecção dos trabalhadores devem ser analisadas com atenção e sentido crítico, pois a modernização da economia não poderá jamais servir de justificação para diminuir os direitos, enfraquecer vínculos laborais, ou reduzir a capacidade de negociação de quem trabalha!
O progresso laboral, só é verdadeiramente rentável, quando se traduz em melhores condições laborais e salariais!
Hoje, no dia 1 de Maio de 2026, o PPM Madeira recorda, as palavras do Sr. Comendador Rui Nabeiro, que muitos enalteceram a sua vida, o seu sucesso e a sua forma de estar perante os seus colaboradores, mas são esses que se esqueceram já dos elogios e palavras proferidas a um empresário e homem com honra que sempre trabalhou em prol de manter os seus ideais e compromisso para com os seus colaboradores!
“Se eu poderia modernizar o negócio, sim, podia, mas ia despedir muitos trabalhadores e perder mão de obra e prejudicar muitas famílias!”
No entanto, recordamos que o Sr. Comendador Rui Nabeiro era um empresário de enorme sucesso com um grande império na comercialização de cafés mas, acima de tudo, um grande humanista e que hoje, no dia 1 de Maio, os grandes empresários e o Governo, podem olhar para o seu exemplo, e repensar se querem mesmo alterar a lei laboral e impingir um pacote laboral de escravidão aos portugueses!
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