AlmadaDestaqueMeteorologiaSegurança

Deslizamento na Costa da Caparica deixa 35 pessoas desalojadas e sem data para regressar a casa

Três prédios foram evacuados na Costa da Caparica, em Almada, após um deslizamento de terras provocado pela tempestade, deixando 35 pessoas (14 famílias) desalojadas e sem data para regressar.

Um deslizamento de terras em São João da Caparica, na Costa da Caparica, obrigou este sábado à evacuação de três prédios e deixou 35 pessoas (14 agregados familiares) desalojadas, sem previsão para o regresso.

As autoridades estiveram no terreno desde a manhã para garantir a segurança, escoar a água acumulada que inundou pisos térreos e avaliar o risco numa zona junto à Arriba Fóssil da Costa da Caparica.

De acordo com a Câmara Municipal de Almada, a retirada dos moradores foi feita por precaução, depois de a massa de terras — associada ao mau tempo — ter colocado em risco os edifícios situados junto à arriba.

Em declarações divulgadas em vários órgãos, fonte municipal indicou que técnicos estavam a realizar a avaliação estrutural, enquanto se garantia a estabilização do local e a remoção de água e detritos.

De acordo com a Sic Notícias, moradores descrevem a evacuação como repentina. “Eu estava a tomar banho, entretanto chegou a GNR a dizer que eu tinha que sair imediatamente”, relata um residente, dizendo que só percebeu a dimensão do que tinha acontecido quando saiu para a rua.

Outro testemunho aponta para danos significativos: o terraço de um rés-do-chão terá ficado “completamente tapado com terras” e a lama entrou “por dentro da cozinha e da sala”, sinalizando habitações com estragos severos.

Segundo a estação de Paço de Arcos, o deslizamento e a queda de árvores provocaram danos consideráveis em frações dos pisos térreos dos três prédios, com entulho e destroços dentro das casas, o que obrigará a uma limpeza detalhada e a uma avaliação técnica “muito precisa” antes de qualquer regresso. A mesma fonte indica que há habitações que poderão ficar inabitáveis, pelo menos nos próximos dias, sendo referido um horizonte de cerca de 12 dias para que algumas pessoas possam voltar, dependendo do que as equipas técnicas vierem a concluir no local.

Durante a tarde, as autoridades fizeram um ponto de situação aos moradores, muitos dos quais optaram por permanecer nas imediações e não se afastar das casas para salvaguardar bens.

Para já, segundo a autarquia, os desalojados deverão ficar em casa de familiares, e o regresso só acontecerá quando estiverem reunidas as condições de segurança — num terreno descrito como vulnerável e muito pressionado pela água acumulada.

Apesar da dimensão do deslizamento — que terá sido superior ao inicialmente antecipado no local, segundo a transcrição — não há registo de feridos, apenas a perda de bens materiais.

Entretanto, mantém-se a monitorização da área e a avaliação técnica aos edifícios, num contexto em que a arriba tem sido fustigada por sucessivos episódios de instabilidade


Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus