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Descubra as Salgas Romanas de Cacilhas

Explore a história milenar das Salgas Romanas de Cacilhas numa visita guiada que revela segredos do passado.

Cacilhas guarda um segredo com dois mil anos. Debaixo do chão que milhares de pessoas pisam todos os dias, sobrevivem as ruínas de um complexo industrial romano que chegou a ser um dos pilares económicos da margem sul do Tejo — e da própria civilização que moldou a Europa. No próximo sábado, 13 de junho, esse segredo abre-se ao público.

A Câmara Municipal de Almada promove uma visita orientada às Salgas Romanas de Cacilhas, com início marcado para as 18h00, com duração aproximada de uma hora e entrada totalmente gratuita, embora com inscrição prévia obrigatória. A iniciativa enquadra-se no programa das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026, que este ano voltam a levar milhões de pessoas a descobrir o património arqueológico do continente.

Quem guia o percurso é Telmo António, arqueólogo com conhecimento aprofundado do sítio, capaz de transformar pedras e tanques em histórias vivas. Durante a visita, os participantes ficam a conhecer o funcionamento de uma unidade de produção romana dedicada à salga e ao processamento de peixe — uma atividade que, há dois milénios, tornava a margem sul do Tejo num centro de exportação de referência para o mundo antigo.

As salgas romanas eram muito mais do que simples armazéns de peixe. Eram fábricas sofisticadas, onde o peixe capturado no Tejo e no Atlântico era transformado em garum — o molho de peixe fermentado que os romanos consideravam um produto de luxo e que circulava por todo o império — e em conservas que alimentavam exércitos e cidades do Mediterrâneo. A sua existência em Cacilhas revela uma vocação industrial e comercial que raramente é associada a esta margem do rio.

O sítio arqueológico, preservado e integrado no tecido urbano de Almada, representa um dos testemunhos mais expressivos da presença romana no território que hoje é Portugal. Visitar este espaço é, por isso, muito mais do que um passeio cultural — é perceber de onde viemos e como o lugar onde vivemos foi, um dia, parte de um mundo muito maior.

A visita destina-se ao público em geral e não exige qualquer conhecimento prévio sobre arqueologia ou história romana. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas por correio eletrónico para museus.comunica@cm-almada.pt.


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