A modernização da Linha do Alentejo, especificamente entre o Poceirão e Bombel, está a gerar controvérsia devido ao abate iminente de 2.477 sobreiros, conforme o Despacho n.º 8728/2026 publicado em Diário da República. Esta decisão integra a obra na categoria de imprescindível utilidade pública, promovendo melhorias significativas na ligação ferroviária entre Lisboa, Évora, e Madrid, e aumentando a capacidade de transporte de mercadorias.
No entanto, o plano inclui um projeto de compensação ambiental que prevê a plantação de novos sobreiros e a beneficiação de áreas em terrenos sob jurisdição do Exército Português, nos concelhos de Vila Nova da Barquinha e Tomar. Esta compensação abrange a arborização de 27,03 hectares e a melhoria de outros 14,66 hectares.
Apesar das condicionantes legais estabelecidas, segundo fonte próxima da Câmara Municipal de Palmela avançou ao Diário do Distrito não ter sido informada sobre a plantação de compensação prevista, levantando preocupações sobre a articulação institucional num empreendimento que impacta diretamente o concelho. A mesma fonte expressou ao Diário do Distrito a sua preocupação pelo desconhecimento dos procedimentos relacionados com a compensação ambiental.
O impacto local deste projeto levanta questões sobre a gestão das compensações ambientais e a cooperação necessária entre diversas entidades para garantir que os efeitos sobre o ambiente e a comunidade local sejam minimizados. A falta de comunicação com a Câmara de Palmela pode representar um desafio adicional na implementação de medidas eficazes de compensação.
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