Opinião

Depressão ou exaustão da alma

A música do despertador ecoa pelo quarto. Silencio-a num movimento seco e avanço mais 10 minutos. Sinto-me incapaz de me levantar. Incapaz de enfrentar mais um dia, que só antevejo igual ao anterior. Nada me resta. Nada me faz sorrir. Nada, nem ninguém.

É assim que os meus dias se sucedem e as horas teimam em escoar-se, lentamente, prolongando a agonia.

O corpo cede ao cansaço, que há muito tomou conta da minha alma. Paro. Decidi que não luto mais.

Vazio. Desalento. Acumular de problemas, incapacidade de vislumbrar soluções.

Dor, abandono, esquecimento, rejeição, mau amor, amor tóxico, violência. A lista de traumas e abusos, a minha coleção privada.

A vida colorida de nada e a ausência de esperança. Deixei que me roubassem a esperança.

Tenho saudades de mim, saudades do riso, do desejo e do prazer. Saudades dos abraços que aquecem por dentro.

Volto a acionar o despertador. Preparo-me para fechar os olhos. Sobrevivi a mais um dia.

Esta crónica é um alerta sobre a gravidade da Depressão. Uma perturbação que continua repleta de preconceitos e, muitas vezes, camuflada pela vergonha social. Se, de alguma forma, se identifica com o sofrimento relatado nas linhas acima, por favor, peça ajuda especializada na área da Psicoterapia e da Psiquiatria.

A alma pode estar esgotada, mas é possível voltar a preenchê-la de esperança. Não desista de si!


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