Saúde

Cruz Vermelha Portuguesa lança Cartão Saúde CVP, que promete saúde “acessível a todos” – mediante pagamento

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) apresentou esta segunda-feira, 24 de novembro, o novo Cartão Saúde CVP, uma iniciativa que, segundo a instituição, pretende facilitar o acesso a cuidados de saúde de qualidade “a preços acessíveis”.

A proposta surge num momento em que se multiplicam críticas às dificuldades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sistema universal, público e gratuito, mas que enfrenta graves problemas por falta de investimento e carência de profissionais de saúde.

“O Cartão Saúde CVP responde às necessidades de quem procura alternativas de confiança, simples e económicas, estando disponível tanto para particulares, como para empresas (a partir de 4,85€ por mês)“, afirma a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) em comunicado.

A cerimónia decorreu no Palácio do Conde D’Óbidos, em Lisboa, onde foram reveladas a imagem do cartão, as suas modalidades e a rede de parceiros privados que o integra — um modelo que apresentado como instrumento de inclusão, que depende sempre de adesão paga.

Parte do valor da adesão contribui para os programas sociais e humanitários da Cruz Vermelha Portuguesa.

Foi igualmente apresentado Erika, o novo assistente virtual da CVP, disponível 24 horas por dia através do WhatsApp, destinado a esclarecer dúvidas sobre o cartão.

“Através do Cartão Saúde CVP, os utilizadores beneficiam de acesso simplificado a consultas, exames e serviços médicos com condições preferenciais, bem como a vantagens exclusivas junto de uma rede de parceiros nacionais, nas áreas da saúde, energia, telecomunicações, combustíveis, seguros e serviços de apoio domiciliário, entre outros”, explica a CVP em comunicado.

O evento contou com a presença do Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, e da Comissão de Honra do Cartão Saúde, que inclui personalidades como Maria de Belém Roseira, Rosa Mota, Armindo Monteiro, José Bento, Miguel Ribeiro Ferreira, João Silveira, Nazim Ahmad, José Germano de Sousa, Isabel Miguéns e Leonor Chastre.

Saraiva sublinhou que o cartão está “ajustado às necessidades reais das famílias”, sobretudo daquelas que vivem em territórios onde o acesso a cuidados continua a ser desigual. Defendeu ainda que esta solução representa “uma porta aberta à saúde” e que “ninguém fica para trás”. A iniciativa assenta num esquema de adesão individual ou empresarial, baseado no pagamento por consultas e exames, mas a um preço mais baixo.

“Em 2024, as respostas de saúde da Instituição apoiaram mais de 109 mil pessoas, número que espelha a confiança de quem sabe que estamos presentes antes, durante e depois dos momentos difíceis. Este cartão representa uma porta aberta à saúde, à dignidade e ao cuidado”, refere António Saraiva, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

Manuela Filipe, responsável pelo projeto, descreveu o cartão como “dinâmico e com uma forte componente de solidariedade”, que se divide em três modalidades:

Cartão de Saúde Universal, para quem procura cuidados de saúde acessíveis, Cartão de Saúde Empresas, destinado a organizações que queiram oferecer o cartão aos trabalhadores “ao mesmo tempo que se reforça o contributo para a missão humanitária da Cruz Vermelha Portuguesa“, e Cartão de Saúde Humanidade, que permite a empresas ou particulares oferecer um ano de cuidados “a quem mais precisa”.

A iniciativa promete consultas, descontos e até médico ao domicílio gratuito.

Já Maria de Belém Roseira recorreu a Saramago — “só compreendendo as pequenas coisas conseguimos pensar nas grandes” — sublinhando que o cartão se adapta às necessidades das pessoas. Defendeu também a importância de pensar o bem comum, mesmo em soluções de base privada.

Este modelo de “acessibilidade” à saúde privada, implica sempre um custo.

Foto: Cruz Vermelha Portuguesa


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