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Criança nepalesa alvo de ataque xenofóbico em escola lisboeta

Um menino de nove anos, de origem do Nepal, foi agredido violentamente por colegas em Lisboa, num episódio de xenofobia e racismo, denuncia Ana Mansoa, diretora do Centro Padre Alves Correia.

Um ato de intolerância causou grande impacto na comunidade escolar de Lisboa, quando um menino de nove anos nascido no Nepal foi vítima de uma agressão por parte de colegas. Ana Mansoa, diretora do CEPAC, relatou a situação, classificando-a como um triste episódio de xenofobia e racismo.

O incidente, que aconteceu há aproximadamente dois meses, foi presenciado por cinco colegas da vítima. Um dos agressores foi particularmente violento, enquanto outro filmava a agressão para postar nas redes sociais. Ana Mansoa conta que a criança foi severamente ferida, apresentando hematomas em todo o corpo, sendo tratada em casa pela mãe, com medo de procurar assistência médica.

Além dos danos materiais, a vítima e a sua família sofreram uma série de agressões físicas, incluindo insultos racistas e xenofóbicos. Frases como “volta para o teu país” foram proferidas durante o ataque, deixando marcas emocionais profundas na criança, que agora sofre de pesadelos e recusa-se a ir à escola.

As consequências para os agressores foram modestas, com apenas um deles sendo suspenso por três dias. Ana Mansoa critica a resposta inadequada da escola diante da gravidade do ocorrido, alertando para a onda de racismo e xenofobia em Portugal.

Este incidente surge num contexto de apreensão e insegurança entre as comunidades imigrantes, sobretudo após o ataque contra imigrantes argelinos no Porto, em maio. Ana Mansoa alerta para a possibilidade de repetição desses ataques, o que requer uma resposta imediata da sociedade.

A presidente da Junta de Freguesia de Arroios, considerada a mais multicultural de Portugal, expressa preocupação com o aumento da imigração, destacando o respeito mútuo entre diferentes culturas.

No entanto, os obstáculos permanecem, sobretudo no acesso ao espaço público e aos serviços básicos para os imigrantes. A presidente Madalena Natividade sustenta a necessidade de políticas de imigração mais eficazes, visando assegurar os direitos de todos os residentes e assegurar uma convivência harmónica na sociedade.

Este caso não apenas demonstra as falhas das políticas de integração, mas também a necessidade de combater o racismo e a xenofobia em todas as suas formas, se Portugal pretende ser um país acolhedor e inclusivo.


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