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Crédito à habitação regista subida dos juros após dois anos de descida

Taxa média dos novos contratos de crédito à habitação sobe pela primeira vez em mais de dois anos. INE confirma inversão da tendência no mercado de financiamento à habitação.

Juros do crédito à habitação voltam a subir

A taxa de juro associada aos novos contratos de crédito à habitação em Portugal aumentou em março de 2026. Dessa forma, interrompeu uma tendência de descida que se mantinha há mais de dois anos consecutivos.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita fixou-se nos 3,088%, acima dos 3,079% registados no mês anterior. Apesar de se tratar de uma subida ligeira, este movimento marca uma mudança clara na trajetória recente do mercado.

INE confirma fim de 25 meses consecutivos de descida

De acordo com o INE, esta evolução representa o fim de um ciclo prolongado de descida das taxas de juro no crédito à habitação, que se estendia há 25 meses.

Mesmo com esta subida recente, o valor atual continua abaixo do registado no mesmo período do ano anterior, quando a taxa se situava nos 3,735%, evidenciando uma descida acumulada significativa ao longo dos últimos meses.

Euribor volta a dar sinal de pressão nos contratos

A evolução agora registada está ligada ao comportamento da Euribor, o principal indexante utilizado nos créditos à habitação em Portugal.

Nos últimos meses, os mercados financeiros ajustaram as expectativas em relação à política monetária do Banco Central Europeu (BCE), antecipando menos cortes nas taxas de juro do que o inicialmente previsto. Esse cenário traduziu-se numa estabilização e, em alguns prazos, numa ligeira subida das taxas interbancárias.

Impacto nas prestações mantém-se limitado no curto prazo

Apesar da subida das taxas, o impacto nas prestações mensais dos créditos à habitação deverá surgir de forma gradual

A maioria dos contratos em Portugal utiliza taxas variáveis com revisões periódicas, o que faz com que as alterações do mercado demorem a refletir-se diretamente nos orçamentos das famílias. Ainda assim, uma tendência prolongada de subida pode começar a pressionar os encargos mensais ao longo dos próximos meses.

Mercado entra numa fase de maior incerteza

Depois de um período prolongado de alívio nas taxas de juro, o mercado do crédito à habitação entra agora numa fase mais incerta.

A evolução futura dependerá sobretudo da inflação na zona euro e das decisões do Banco Central Europeu. Para já, os dados sugerem que o ciclo de descida dos juros pode ter abrandado, dando lugar a um período de estabilização ou oscilações ligeiras.


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