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Construção da mudança estratégica: O futuro está próximo

Plano estratégico da Península de Setúbal avança

“O tiro de partida está dado” e “é tempo de quem quer construir em conjunto” destacou o presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIMPS), Frederico Rosa e edil da Câmara do Barreiro.

No Fórum realizado em Palmela foi empossado o Conselho Estratégico da CIMPS, que reúne 31 entidades públicas e privadas, presidido pela indústria e secundado pelo ensino superior.

O Conselho Estratégico da CIM revelou “no primeiro trimestre de 2027 estaremos todos juntos a apresentar o nosso plano estratégico, participado”. Em Palmela o Fórum incluiu seis mesas redondas, que abordaram temas como os fundos europeus e a governação multinível; a inovação, a competitividade económica, a indústria e a transição energética; os recursos humanos, a qualificação e a atração de talento; o desenvolvimento e os fatores diferenciadores do território; o turismo e a valorização territorial; e as infraestruturas estratégicas, do novo aeroporto e da terceira travessia do Tejo à alta velocidade, aos portos e à mobilidade metropolitana.

A realidade da Península Setúbal

As intervenções reforçaram a ideia que a Península deixa de ser avaliada pela média da Área Metropolitana de Lisboa e passa a ser reconhecida pela sua realidade, o que lhe permitirá aceder ao próximo quadro comunitário. As duas centenas de participantes do Fórum em Palmela foram unânimes em lembrar que o Plano de transformação e resiliência está por cumprir e defendem “nos próximos 10 anos a Península de Setúbal vai ser a região estratégica do País”. Álvaro Amaro. 1.º secretário da CIM recordou “a Península se Setúbal vive da proximidade com a AML” e tem funcionado como tampão à pressão neste território per-urbano”.

Soluções para territórios com vida

Natália Henriques, em representação da ADREPES, frisou “temos de ser provocativos para encontrar soluções do território que consegue criar vida” e destacou “há quase 25 anos que trabalhamos nesta zona e a nossa Associação foi a única a apoiar projetos nas três vertentes: rural, costeira e urbana, que envolveram 90 parceiros com financiamentos a 800 profissionais, criando mais de 600 postos de trabalho diretos”.

Internacionalização condicionada

Já Henriques Soares, da CVRPS, lembrou “a vitivinicultura não é uma atividade simples” e destacou “somos a maior região na zona urbana com 900 viticultores e 145 adegas”. A região engarrafa 50 milhões de litros de vinho, em que 40 milhões são certificados. No território da CVRPS existem duas importantes cooperativas e Henrique Soares explica “25 por cento dos vinhos são comercializados no mercado internacional” e a falta de fundos “acaba por condicionar a nossa internacionalização e aguardamos com expetativa a implantação da CIM para que a Rota de Vinhos desenvolva um trabalho mais relevante a nível dos vinhos e do enoturismo”.

Mercado Abastecedor vai avançar

A zona sul da Península vai ganhar um Mercado Abastecedor que servirá para escoar os produtos da região, nomeadamente o peixe e onde os municípios irão trabalhar para que o equipamento seja uma realidade no futuro.

Quem faz parte da CIM?

A Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal reúne os nove municípios da região: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, num território de mais de 1.600 km² e uma população que se aproxima de um milhão de habitantes. Constituída em dezembro de 2025, é presidida por Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.


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