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Comando Distrital de Setúbal da PSP assinala 99.º aniversário no Seixal

O Comando Distrital de Setúbal da Polícia de Segurança Pública assinala hoje, 24 de fevereiro, o 99.º aniversário da sua criação, centrando as celebrações no concelho do Seixal, que se iniciaram no dia 20 de fevereiro, com um Concerto de Aniversário com a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública e Nelson Rosado e Sérgio Rosado, dos Anjos, e do fadista David Ventura.

Esta terça-feira teve lugar a sessão solene, no Auditório do Fórum Cultural do Seixal, depois da cerimónia religiosa na Igreja Paroquial da Arrentela, que contou com as presenças do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Ribeiro, do Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Carrilho, do Comandante do Comando Distrital de Setúbal da PSP, Superintendente Resende da Silva, do presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, e do presidente da Assembleia Municipal do Seixal, Bento Romeiro, bem como de diversas outras entidades nacionais e locais.

Comandante do Comando Distrital de Setúbal da PSP, Superintendente Resende da Silva

‘Cada crime é um crime a mais’

O Superintendente Resende da Silva iniciou a sessão, com um balanço da actividade do Comando Distrital de Setúbal em 2025, e salientando que este “é o maior Comando do país, apenas abaixo dos Comandos Metropolitanos de Lisboa e do Porto”.

Dos dados provisórios apresentados, destacou a diminuição “em 1,7% da criminalidade geral, mas a subida em 1,5% da criminalidade violenta e grave, sobretudo pelo aumento de detenções, uma vez que esta categoria integra o crime de resistência e coação sobre funcionário.

Diariamente, respondemos a 39 crimes de violência, sendo que 4 destes são de violência doméstica; são realizadas 8 detenções por dia, mais 29% do que em 2024, que resultaram em 91 prisões preventivas para os arguidos.

Em relação à apreensão de estupefacientes, foram apreendidos mais 36% que em 2024, e foram apreendidas 371 armas.»

O discurso do Superintendente Resende da Silva foi também recheado de recados ao Governo, com uma lista das suas preocupações, que passam “pelo aumento da criminalidade violenta e grave, porque cada crime é um crime a mais.

Preocupa-nos o enquadramento hierárquico, a demasiada quantidade e pouca qualidade das instalações da PSP, a redução gradual de efectivos no Comando e nos serviços, e que nos continuem a ver como um poço sem fundo de recursos.”

Para o Superintendente Resende da Silva “a locação dos serviços do Comando para serviço de transporte de testemunhas que alegam falta de meios, quase como um serviço de táxis, podia ser considerado como elogioso, se não fosse que depois ficam por fazer outros serviços.”

Apresentou também um balanço dos seus três anos de direção no Comando, “onde nos empenhámos em manter a qualidade; aumentar a visibilidade em várias zonas do distrito, mais sensíveis e de forma que a população se possa sentir segura; promover a proximidade da PSP à população até através das redes sociais; apostámos no aumento do combate à violência doméstica, e foi feito um esforço na gestão dos efectivos.”

Por fim deixou a certeza de que “por detrás das estatísticas existe muito mais, como actos de heroísmo para garantir a segurança da população que jurámos proteger.”

Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Carrilho

‘Portugal continua a afirmar-se como um dos países mais seguros’

O Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Carrilho salientou o apoio que o Governo tem vindo a prestar à PSP, “fundamental para que possamos cumprir a nossa missão com mais eficiência e efectividade”.

Atribuiu o “aumento do número de detenções pelo expressivo aumento da próactividade policial, com maior presença no terreno, como o reforço da capacidade operacional nos concelhos de Setúbal e do Seixal.”

O Superintendente-Chefe Luís Carrilho sublinhou ainda que “os desafios que enfrentamos são uma maratona, que vão demorar algum tempo para conseguir ultrapassar, e para os quais temos de contar com a GNR, Polícia Judiciária e Forças Armadas”, referindo-se ao aumento da complexidade dos fenómenos criminais.

Portugal continua a afirmar-se como um dos países mais seguros, ocupando agora o 7.º lugar no Global Peace Index (GPI) 2024, onde estava em 8.º lugar. Este é também o resultado da maturidade cívica da nossa sociedade e do trabalho das forças de segurança.”

Deixou ainda um agradecimento ao Superintendente Resende da Silva, “que num distrito particularmente difícil tem sabido dirigir os seus agentes e dar as respostas à população. Parabéns a todos os que fizeram quase um século da História deste Comando.”

Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal

‘As actuais instalações da PSP no Seixal não dignificam o trabalho dos polícias’

A segurança no concelho do Seixal foi também referido por Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal, que não deixou de aproveitar a presença do Secretário de Estado Paulo Ribeiro, para deixar algumas notas, nomeadamente a necessidade de melhoria das instalações da PSP no Seixal “onde o benefício é a vista sobre a baía, porque as instalações não dignificam o trabalho destes polícias”, bem como “o rácio de agentes para a população é das mais baixas na Área Metropolitana de Lisboa”.

Relativamente à falta de condições, o autarca relembrou que “em 2019 assinámos um protocolo com o Governo para a construção das novas instalações para a Divisão Policial do Seixal, mas dezassete anos depois, continuamos a aguardar, mas como sou muito crente, acredito que será agora que vamos avançar com a construção desse equipamento e com a requalificação da Esquadra da Cruz de Pau.”

Paulo Silva destacou também “os excelentes profissionais que prestam serviço no concelho, superiormente dirigidos pela Intendente Sofia Gordinho e pela Subintendente Maria do Céu Violas” e criticou “todos os que continuam a acenar com a bandeira da insegurança, o que faz com que a população se sinta insegura e assim também desvalorizem o trabalho de todos os agentes de segurança.

No nosso concelho, a par com a GNR, sabemos do excelente trabalho que todos fazem na defesa das populações.”

Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Ribeiro

‘Por detrás de cada estatística há homens e mulheres que deram a sua contribuição para o bem público’

Antes da entrega das Medalhas a vários membros da PSP, o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Ribeiro, destacou o papel fundamental das forças de segurança na proteção dos direitos e na manutenção da ordem pública, sublinhando o compromisso do Governo em melhorar as suas condições de trabalho, modernizar equipamentos e reforçar meios operacionais.

“Nunca é demais o Estado, as organizações do Estado e o Governo trabalharem para que as Forças de Segurança tenham cada vez melhores condições. Condições de trabalho, condições de valorização da sua carreira, mas também condições ao nível das instalações e de todos os meios que estão à vossa disposição.

Por isso temos procurado dar um novo impulso ao reequipamento e à modernização das Forças e Serviços de Segurança e nos últimos dois anos duplicámos a execução da Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos das Forças de Segurança.

É óbvio que não é suficiente, mas este não é o fim do processo, mas sim a continuação de um processo planeado e estruturado, procurando sempre melhorar e aproveitar os quadros plurianuais de investimento nas Forças de Segurança.”

Paulo Ribeiro lembrou a entrega de mais um lote de viaturas à PSP durante a semana passada, incluindo 4 veículos para equipas de intervenção pública e 1 para a Unidade Móvel de Apoio à Vítima do Comando Distrital de Setúbal.

“Porque se é verdade que as Forças de Segurança combatem o crime, nunca esquecem a proteção das vítimas.”

Paulo Ribeiro não esqueceu também o papel da PSP no apoio às populações durante “o comboio de tempestades como nunca antes se tinha visto em Portugal, e neste campo destaco o papel do Comando Distrital de Leiria que, mesmo enfrentando problemas, nunca deixou de apoiar a população naquele distrito.

A dimensão desta tragédia impôs um compromisso permanente e articulado entre o Governo e as autarquias locais, que foram determinantes na resposta inicial, tal como as Forças de Segurança, a proteção civil, os bombeiros e demais entidades. A Polícia de Segurança Pública esteve no centro desta resposta, garantindo sempre a manutenção da ordem e da segurança pública, demonstrando enorme capacidade de resposta e espírito de iniciativa:”

O elogio foi para “uma polícia presente diariamente nos bairros, nas escolas, nas estradas e nos espaços públicos. Mas por detrás de cada estatística há homens e mulheres que deram a sua contribuição para o bem público, sacrificando-se para garantir uma vida em sociedade, em liberdade e com respeito pelos direitos humanos.

Em nome pessoal e em nome do Governo, expresso profunda gratidão a todos os agentes, chefes e oficiais da Polícia de Segurança Pública pelo serviço público de excelência e proximidade que prestam todos os dias, especialmente nos momentos mais difíceis.”


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