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CNS brilha com pódios e troféus na Taça do Mundo de Pesca Submarina (c/fotos)

O Clube Naval de Sesimbra esteve em destaque em Sagres, com vitórias na competição Master, um 3.º lugar por clubes e dois troféus de "Maior Exemplar".

CNS conquista resultados de destaque na pesca submarina em Sagres

O Clube Naval de Sesimbra (CNS) conseguiu uma prestação de elevado nível na Taça do Mundo CMAS de Clubes de Pesca Submarina e no Campeonato Nacional de Triplas 2026, realizados entre 2 e 6 de setembro, em Sagres. As três triplas do CNS alcançaram resultados relevantes nas competições, com destaque para a vitória na competição Master, tanto na classificação por equipas como por clubes. O clube terminou ainda no 3.º lugar da classificação final por clubes da Taça do Mundo CMAS.

Dessa forma, as provas reuniram 85 atletas, distribuídos por 30 equipas de 18 clubes, provenientes de oito países e três continentes, incluindo vários campeões do Mundo, Euro-Africanos e nacionais. A competição decorreu nas zonas a norte do Cabo de São Vicente, que, aliás, apresentaram condições excecionais para a modalidade e contribuíram para o sucesso do evento.

“BICAS” vence competição Master

Na competição Master da Taça do Mundo CMAS de Clubes, a equipa “BICAS”, do CNS, formada por Jorge Torres, Lourenço Silveira e Rui Torres, conquistou o 1.º lugar do pódio por equipas. O CNS também venceu a classificação por clubes, seguido pelo Clube Naval da Nazaré, em 2.º lugar, e pelo Iate Clube do Rio de Janeiro, do Brasil, em 3.º.

Jorge Torres destacou-se ainda individualmente ao conquistar os troféus de “Maior Exemplar” nas competições Master e Taça do Mundo CMAS, graças, pois, à captura de um robalo com 4,664 quilos.

Três equipas do CNS entre as 22 primeiras

Na classificação final por equipas da Taça do Mundo CMAS de Clubes de Pesca Submarina, o CNS colocou as suas três triplas entre os 22 primeiros classificados. A equipa “BICAS”, constituída por Jorge Torres, Lourenço Silveira e Rui Torres, terminou no 17.º lugar. A “TOMACA”, formada por Lourenço Menéres Silveira, Nuno Jerónimo e Tomás Jerónimo, ficou na 21.ª posição, enquanto a “ESPADARTE”, composta por Diogo Menéres Silveira, Hugo Pinho e João Lagariço, terminou no 22.º lugar.

O pódio por equipas foi conquistado pela tripla espanhola do Club Gijón Sub, em 1.º lugar, seguida pelo Vasco da Gama Atlético Clube, em 2.º, e pelo Clube Naval de Portimão, em 3.º. Na classificação final por clubes, o CNS alcançou o 3.º lugar, atrás da MARESIA Associação Recreativa, que venceu a competição, e do Vasco da Gama Atlético Clube, segundo classificado.

CNS termina em 4.º no Campeonato Nacional

No Campeonato Nacional de Triplas FPAS, as três equipas do CNS voltaram a conseguir classificações entre os 16 primeiros. A “ESPADARTE” terminou então no 10.º lugar, a “TOMACA” ficou na 11.ª posição e a “BICAS” alcançou o 16.º lugar.

O pódio nacional por tripla foi composto pelo Vasco da Gama Atlético Clube, em 1.º, pelo Clube Naval de Portimão, em 2.º, e pela MARESIA Associação Recreativa, em 3.º. Na classificação por clubes, o CNS terminou no 4.º lugar, atrás do Vasco da Gama Atlético Clube, do CNOCA e do Clube Naval da Nazaré.

1.283 capturas entregues à Santa Casa

As competições tiveram igualmente uma importante vertente solidária. As 1.283 capturas realizadas durante os dois dias de prova foram integralmente entregues à Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo.

O provedor da instituição agradeceu publicamente o contributo, sublinhando o impacto que as espécies de peixe da Costa Vicentina terão para os beneficiários da região. O CNS destacou esta dimensão solidária e felicitou todos os envolvidos no evento, desde a organização aos atletas, delegados, voluntários e entidades que contribuíram para a realização das provas.

CNS quer voltar a receber provas internacionais em Sesimbra

O Clube Naval de Sesimbra esteve envolvido desde a génese deste evento internacional, em colaboração com a MARESIA, contribuindo para que Sagres recebesse uma competição de elevada dimensão e impacto. O clube recordou também a realização, em 2018, do Campeonato do Mundo CMAS e manifestou o desejo de que Sesimbra possa voltar a acolher competições desta natureza.

Para o CNS, provas desta dimensão ligadas à pesca submarina são importantes para a promoção dos valores do desporto, da solidariedade, do turismo e da histórica ligação de Portugal ao mar. A participação em Sagres aconteceu ainda numa data especial para o clube, que celebra o seu 96.º aniversário. Nesta ocasião, o CNS reconheceu assim a colaboração das suas entidades parceiras e reafirmou a vontade de continuar a contribuir para o desenvolvimento da modalidade.

Jorge Torres destaca união e disciplina

Jorge Torres, atleta e treinador do CNS, considerou a participação particularmente marcante por ter competido ao lado de alguns dos melhores atletas e campeões do mundo, entre eles o seu irmão Rui. Ademais, o atleta destacou a conquista dos troféus internacionais de “Maior Exemplar”, considerando-a um marco histórico para si e para o CNS.

Sobre o robalo de 4,664 quilos, explicou que a captura resultou de uma abordagem coordenada entre os três elementos da tripla: um atleta identificou o peixe, outro realizou a captura e o terceiro assegurou o apoio e a segurança da operação. “Foram mais de duas horas de insistência, coordenação e domínio técnico, sempre com profundo respeito pelo mar”, afirmou.

Jorge Torres destacou igualmente a importância da união e disciplina da equipa, considerando que os resultados refletem o trabalho contínuo do CNS na alta competição e na formação. “Mais do que a vitória, importa inspirar os atletas mais jovens: o futuro da pesca submarina depende da transmissão de valores de segurança, dedicação e ética”, acrescentou.

Lourenço Silveira realça preparação das equipas

Por outro lado, Lourenço Silveira, atleta, treinador e delegado do CNS, destacou o empenho, a preparação e a resiliência demonstrados pelas três equipas presentes em Sagres. “Os resultados alcançados pelas nossas três equipas presentes são fruto de um trabalho consistente e de uma cultura desportiva assente na responsabilidade, na técnica e na cooperação”, afirmou.

O responsável recordou ainda o envolvimento do CNS, desde o início, na génese do evento internacional, em colaboração com a MARESIA, e apontou para a possibilidade de Sesimbra voltar a acolher provas de grande dimensão.

“Temos história, tradição e condições naturais únicas para receber provas da modalidade, sobretudo quando associadas a uma forte vertente de desporto solidário e de valorização da comunidade local”, afirmou Lourenço Silveira. O responsável garantiu ainda que o CNS está preparado para continuar a colaborar na construção desse futuro.

Fotos: Clube Naval de Sesimbra.

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