
O círio fluvial, que ligou a Caldeira de Troia à frente ribeirinha de Setúbal, reuniu dezenas de embarcações engalanadas e encerrou, esta segunda-feira, os seis dias das Festas de Nossa Senhora do Rosário de Troia, atraindo milhares de fiéis e curiosos às praias urbanas e à zona da doca de recreio das Fontainhas.
O momento, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, a bordo da traineira Filipe e Pedro, contou ainda com a presença dos presidentes das juntas de freguesia do Sado, de São Sebastião, de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra e da União das Freguesias de Setúbal.
Durante o percurso, que durou cerca de duas horas, houve uma paragem simbólica em frente ao Hospital Ortopédico do Outão, onde foi dada bênção aos doentes a partir do rio. O cortejo foi saudado por aplausos e devoção nas praias de Albarquel e da Saúde, num cenário que uniu religião e tradição marítima.
As festividades, iniciadas a 6 de agosto com um tríduo religioso, incluíram missas, procissões, concertos e arraiais, com destaque para a homenagem de dia 7, na Doca dos Pescadores, que juntou música popular, fado e mostra de artesanato. Entre os momentos mais emocionantes, esteve a procissão de velas pela praia e o concurso de barcos decorados, que coloriu a baía de Setúbal.
Para André Martins, “estas tradições são parte essencial da identidade setubalense” e merecem o apoio contínuo das autarquias. A promessa é clara: “Vamos continuar a promover e defender os valores da nossa cultura, sempre ao lado da comunidade de pescadores”.
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