Distrito de Braga

Cinema apaga luzes em Braga, mas Nova Arcada prepara o regresso

As seis salas de cinema do Nova Arcada, em Braga, encerraram definitivamente a 22 de janeiro, na sequência da insolvência da Cineplace. O centro comercial garante que já está em negociações para devolver o cinema à cidade.

O cinema saiu de cena no Nova Arcada, em Braga, mas o pano ainda não caiu. A administração do centro comercial confirmou que as seis salas de cinema exploradas pela Cineplace encerraram definitivamente no passado dia 22 de janeiro, sublinhando que a decisão não partiu da gestão do espaço, mas sim do colapso financeiro da empresa exibidora.

Em resposta à agência lusa, o Nova Arcada esclarece que o encerramento resulta do processo de insolvência da Cineplace, afastando qualquer responsabilidade direta do centro comercial. Ainda assim, a administração garante que o futuro do complexo de cinema está a ser tratado com prioridade. Estão em curso negociações com outros operadores, visando encontrar uma solução que permita reabrir as salas e devolver a oferta cinematográfica ao público bracarense.

A situação da Cineplace agravou-se nos últimos meses, culminando numa decisão judicial proferida a 16 de janeiro pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte, que declarou a insolvência da exibidora. Segundo o portal Citius, os credores, entre os quais se encontram vários centros comerciais onde a empresa operava, dispõem de 30 dias para reclamar créditos junto da Orient Cineplace.

A Cineplace pertence ao Grupo Orient, de origem brasileira, que entrou no mercado português em 2013. Ao longo da última década, a empresa explorou várias salas que anteriormente pertenciam à Socorama, exibidora que acabou por falir. Chegou mesmo a ser a segunda maior operadora de cinema em Portugal, tendo recorrido, em 2021, a um Plano Especial de Revitalização, então homologado, que permitiu uma recuperação temporária da sua gestão.

Contudo, o ano de 2025 marcou o início do desmantelamento da rede. Primeiro fecharam os cinemas de Portimão e da Guia, no distrito de Faro, seguindo-se o Funchal, na Madeira, e o Seixal, no distrito de Setúbal. O encerramento das restantes salas ocorreu progressivamente entre dezembro e janeiro, afetando sucessivamente a Guarda, Caldas da Rainha, Covilhã, Leiria, Viana do Castelo, Braga, São João da Madeira e Loures.

Em Braga, o fecho das salas no Nova Arcada deixou um vazio numa das principais ofertas de lazer da cidade. Agora, com as negociações em curso, o centro comercial garantirá que o cinema possa regressar, devolvendo aos espetadores um espaço que, durante anos, foi ponto de encontro e de cultura.


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