Moções do Chega aprovadas por unanimidade em Almada
A Câmara Municipal de Almada aprovou por unanimidade duas moções apresentadas pelos vereadores do Chega, Carlos Magno e Nuno Mendes, que defendem a criação de um dia municipal do ex-combatente e a requalificação urgente das instalações das forças de segurança no concelho.
Dessa forma, a primeira proposta tem como objetivo instituir e oficializar o Dia Municipal do Antigo Combatente. Por outro lado, a segunda proposta aponta para a necessidade de intervenção no edificado degradado da PSP e da GNR, através de um protocolo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Homenagem aos antigos combatentes
Segundo os vereadores do Chega, o município deve reconhecer todos aqueles que dedicaram parte da sua vida ao serviço do país, incluindo os militares portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial e na Guerra do Ultramar. O partido sublinha que a entrega, coragem e sacrifício destes militares e das suas famílias justificam um reconhecimento público, considerando-o um dever moral e institucional.
Tendo em conta o número significativo de ex-combatentes residentes no concelho de Almada, os eleitos defendem que esta homenagem municipal complementa o memorial ao ex-combatente já existente no Laranjeiro. A proposta prevê igualmente o envolvimento da autarquia e de entidades ligadas ao setor, como associações e a Liga dos Combatentes.
Requalificação das forças de segurança
A segunda moção aprovada incide sobre a requalificação das instalações das forças de segurança no concelho, muitas das quais apresentam sinais de degradação. A proposta baseia-se no Decreto-Lei n.º 54/2022, que permite aos municípios avançar com obras em infraestruturas do Estado, com posterior reembolso.
Na sua intervenção, o vereador Nuno Mendes destacou a necessidade de garantir condições dignas de trabalho para os profissionais das forças de segurança, afirmando que um serviço público não pode funcionar em edifícios degradados.
Segurança como prioridade no concelho
O autarca sublinhou ainda que esta matéria não deve ser encarada como um tema de confronto político, mas sim como uma questão de vontade política, defendendo que a câmara deve avançar com o projeto.
Por fim, o Chega afirma que continuará a defender os profissionais das forças de segurança e alerta para os dados dos relatórios anuais de segurança interna, que apontam Almada como um dos concelhos com níveis elevados de criminalidade.
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