Chega exige recontagem de votos no Montijo e lança suspeitas sobre validação eleitoral
O Chega pediu a recontagem dos votos no Montijo, alegando incongruências na validação eleitoral e apontando dúvidas sobre os resultados finais.

O Chega pediu a recontagem dos votos nas eleições autárquicas do Montijo, alegando incongruências no processo de validação que decorreu no Tribunal local. A decisão foi confirmada pelo cabeça de lista do partido à Câmara Municipal, Nuno Valente, que garante ter identificado “situações que levantam dúvidas quanto à contagem final”.
Segundo o candidato, o pedido surge também após o resultado apertado na Junta de Freguesia de Pegões, onde o Chega ficou a dez votos de distância do movimento vencedor, Montijo com Visão e Coração (MVC), liderado por Fernando Caria, ex-socialista. O MVC somou 495 votos, contra 485 do Chega, uma diferença mínima que, segundo Valente, “reforça a necessidade de garantir transparência total”.
Nas contas gerais para a Câmara Municipal, o MVC garantiu a vitória com 6.452 votos (27,48%), superando o Chega, que registou 5.821 votos (24,79%), uma diferença de 631 votos.
Fontes da Presidência da Câmara do Montijo confirmaram que a recontagem iniciou esta quarta-feira e deverá retomar na quinta-feira, num processo acompanhado de perto pelas equipas partidárias.
A recontagem promete manter o clima de tensão política no concelho, onde a disputa entre o movimento independente e o partido de André Ventura se revelou uma das mais acesas do distrito de Setúbal.
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