Chega apresenta moção de censura e desafia Governo de Montenegro
O Chega avançou esta quarta-feira com uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, acusando o primeiro-ministro de manter em funções o ministro da Administração Interna, Luís Neves, apesar das polémicas envolvendo o governante. A iniciativa já deu entrada na Assembleia da República.
O Chega apresentou uma moção de censura ao Governo, elevando a pressão política sobre o executivo liderado por Luís Montenegro e colocando no centro do debate a permanência de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna.
O anúncio foi feito pelo presidente do partido, André Ventura, que justificou a iniciativa com aquilo que classificou como um “lamaçal de indignidade” associado às polémicas que têm envolvido o titular da pasta da Administração Interna.
Segundo Ventura, a moção tem como objetivo “censurar o primeiro-ministro e o Governo” pela decisão de manter Luís Neves em funções, considerando que a continuidade do governante está a contribuir para a degradação da confiança nas instituições.
A decisão surge após vários dias de pressão por parte do Chega. O partido tinha dado um ultimato ao primeiro-ministro para resolver a situação do ministro, classificando-a como “grotesca” e “inaceitável”. Como não houve alterações no executivo, André Ventura optou por avançar com o mecanismo parlamentar de censura.
O líder do Chega garantiu ainda que a moção de censura não substitui a intenção do partido de promover um maior escrutínio político. Segundo Ventura, a comissão parlamentar de inquérito que o partido pretende sobre a gestão de Luís Neves continuará a ser uma prioridade.
Do lado do PS, o secretário-geral José Luís Carneiro já indicou que não será pelo partido que existirá uma crise política em Portugal, embora tenha insistido que a responsabilidade pela situação cabe ao primeiro-ministro. Os socialistas afirmaram que irão analisar o conteúdo da moção antes de definir a sua posição.
A moção de censura deverá agora ser debatida e votada no Parlamento. A sua aprovação dependerá do posicionamento das restantes forças políticas, numa votação que poderá medir o grau de isolamento ou de apoio político ao Governo nesta fase da legislatura.
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