CHEGA Almada em solidariedade com Presidente da Câmara de Albufeira após operação da PJ por declarações sobre comunidade cigana
Os deputados municipais do CHEGA em Almada manifestaram “total solidariedade” com o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, após as buscas da Polícia Judiciária relacionadas com declarações sobre a comunidade cigana que estão a ser investigadas pelo Ministério Público por suspeitas de discriminação racial e incitamento ao ódio.
Os deputados municipais do Chega em Almada divulgaram um comunicado onde expressam “total solidariedade” para com o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, eleito pelo Chega, na sequência das buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ).
A operação, que decorreu na semana passada, está relacionada com declarações proferidas pelo autarca na reunião da Assembleia Municipal de 26 de novembro de 2025, em que diz que não iria “gastar dinheiro com a etnia cigana”, quando tem “albufeirenses com necessidade de casa”, em resposta a deputado municipal sobre a construção de mais habitação social no concelho.
As declarações preferidas motivaram suspeitas de discriminação racial e incitamento ao ódio, estando o caso sob investigação do Ministério Público. A notícia sobre as buscas foi inicialmente avançada pela CNN Portugal,
“Eu não vou gastar dinheiro com a etnia cigana enquanto tenho albufeirenses com necessidade de casa. Podem chamar-me xenófobo ou o que quiserem! Primeiro estamos nós, que pagamos impostos, e depois estas comunidades. É tão simples como estou a dizer e é assim que vai ser”, declarou Rui Cristina.
No comunicado, datado de 27 de março, os eleitos do CHEGA em Almada defendem que a liberdade de expressão “é uma das maiores conquistas dos cidadãos no sistema democrático português” e alertam para aquilo que consideram ser um uso indevido do sistema judicial para “combater ideias políticas e perseguir políticos eleitos”.
O grupo municipal estabelece ainda um paralelismo com o Revolução de 25 de Abril, sublinhando que causa “espanto” que este tipo de intervenção judicial ocorra a poucos dias de se assinalar o 52.º aniversário.
Os deputados acrescentam que não se deixarão “condicionar” na sua atuação política, nomeadamente nas intervenções em Assembleia Municipal, reafirmando o compromisso com os seus eleitores. “Defender a democracia é indissociável da defesa dos interesses dos nossos eleitores”, lê-se na nota.
O comunicado é assinado pelos deputados municipais Patrícia de Carvalho, Mário Tavares Paracana, Inês Silva, Isabella Baltazar, Luís Cordeiro, Teresa Amarante e Bruno Brito.
A posição surge também dias depois da publicação de várias notícias do Diário do Distrito sobre denúncias de militantes do Chega que denunciaram “autoritarismo” e falta de “estratégia política” na distrital de Setúbal do Chega.
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