Contestação nacional ao pacote laboral
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) convocou uma Greve Geral para o próximo dia 3 de junho, numa ação de protesto contra o pacote laboral que o Governo anunciou que irá submeter à Assembleia da República. A central sindical considera que as medidas propostas representam um retrocesso nos direitos laborais e apela à mobilização dos trabalhadores em todo o país.
Em comunicado, a CGTP-IN sustenta, pois, que o pacote laboral “não moderniza nada” e constitui “um ataque frontal aos direitos, aos salários, ao tempo de trabalho e às condições em que os trabalhadores se organizam e lutam”.
“É agora a hora de lutar”
Segundo a central sindical, as propostas do Governo visam transferir riqueza do trabalho para o lucro, aumentar a exploração e fragilizar a capacidade de organização e defesa dos direitos dos trabalhadores.
A CGTP-IN defende então que este é o momento de mostrar aos 230 deputados da Assembleia da República a rejeição de medidas que considera lesivas para quem trabalha, alertando que eventuais alterações pontuais ao diploma não alterarão o seu objetivo principal: desregular as relações laborais e enfraquecer os trabalhadores.
Sob o lema “É agora a hora de lutar!”, a organização sindical apela à adesão à paralisação nacional, afirmando que a Greve Geral é a resposta necessária para derrotar o pacote laboral e defender uma sociedade mais justa.

Salários baixos e precariedade no centro das críticas
No comunicado, a CGTP-IN sublinha ainda a degradação das condições de vida e de trabalho, apontando para o aumento contínuo dos preços de bens essenciais, rendas e serviços, bem como para as dificuldades no acesso à saúde, educação, habitação e transportes.
A organização destaca que muitos trabalhadores enfrentam salários baixos, horários desregulados e situações de precariedade, referindo que esta atinge 57% dos jovens.
Para a CGTP-IN, Portugal necessita de uma política laboral orientada para o reforço de direitos, a revogação de normas consideradas injustas e o aumento dos salários, em vez de medidas que agravem as condições de trabalho.
Apelo da CGTP-IN à participação na Greve Geral
Por fim, na parte final do comunicado, a central sindical dirige-se diretamente aos trabalhadores com a pergunta: “E tu vais ficar de braços parados?“, defendendo que a força coletiva dos trabalhadores será determinante para influenciar o futuro das relações laborais em Portugal.
A Greve Geral de 3 de junho surge, assim, como uma das principais ações de contestação social anunciadas este ano pela CGTP-IN.
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