Atualidade

Centro Padre Alves Correia assume ‘erro’ por divulgar idade e nacionalidade de criança agredida

Os responsáveis do Centro Padre Alves Correia (CEPAC) emitiram na noite de sábado, 18 de Maio, um comunicado no qual «reconhecem que o termo ‘linchamento’, que foi utilizado, não é o adequado e surgiu enquanto manifestação espontânea face aos contornos da agressão, e assumimos que foi um erro prestar informação sobre a nacionalidade e a idade da criança».

Em causa está, conforme o comunicado divulgado no site da instituição, «a notícia avançada pela Rádio Renascença, no dia 14 de maio, e às que se seguiram nos meios de comunicação».

No comunicado, o CEPAC esclarece que «as declarações de Ana Mansoa, Diretora Executiva do CEPAC, surgiram no contexto de uma conversa telefónica, por iniciativa de jornalista da Rádio Renascença, enquadradas no pedido de exemplos que sustentassem a preocupação e perceção de organizações católicas sobre o aumento do discurso de ódio contra pessoas migrantes».

A instituição frisa também que «desde a divulgação da notícia, o CEPAC teve e tem como prioridade salvaguardar o anonimato e bem-estar da criança», e que «os factos e contornos da agressão que são do conhecimento do CEPAC foram transmitidos à Procuradoria da Família e Menores e ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI)».

A finalizar o assunto, o CEPAC considera caber «às referidas entidades o apuramento do ocorrido, em sede própria, reiterando a total disponibilidade para colaborar» e salienta saber «o quão difícil é para as vítimas e testemunhas denunciarem estes casos, e que o foco deverá ser sempre a sua proteção».

O esclarecimento do CEPAC surge depois do Ministério da Educação ter referido que, após ter recolhido novas informações, “não há qualquer indício” que tenha ocorrido um linchamento contra uma criança nepalesa, numa escola do concelho da Amadora.

O Ministério Público abriu um inquérito à alegada agressão a uma criança nepalesa numa escola, mas esclareceu que a queixa apresentada não indica a nacionalidade da vítima, informou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na quarta-feira, o Ministério da Educação já tinha apontado que a escola, do concelho da Amadora, distrito de Lisboa, onde foi denunciada a agressão violenta a uma criança nepalesa desconhecia «o alegado episódio» e que os únicos estudantes nepaleses do estabelecimento tinham idade superior à indicada, e já frequentam o ensino secundário.


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