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CDU apresenta candidatos no Montijo com críticas a 28 anos de governação socialista

No Montijo, a CDU apresentou candidatos e acusou o PS de “28 anos de retrocesso”, prometendo devolver o concelho à população.

A Coligação Democrática Unitária (PCP + PEV) apresentou, na passada sexta-feira, os candidatos autárquicos para a Câmara Municipal do Montijo. Em pleno centro da cidade, várias dezenas de pessoas encheram o largo do Jardim da Amora para ficarem a conhecer os nomes que compõem a lista encabeçada por Luís Franco, como candidato a presidente do município, e por João Peres, cabeça de lista à Assembleia Municipal. 

O primeiro candidato a tomar a palavra foi João Peres, que elogia as tradições da sua terra, criticando depois a falta de desenvolvimento. “O Montijo tem tudo: tem gastronomia de excelência, a vista mais bela de Portugal, artistas com fama mundial, desportistas reconhecidos em todo o lado, associações e coletividades que fundem com a história da terra”, afirmou o candidato, sublinhando que o concelho reúne “características únicas que deviam fazer desta região uma em que dá gosto viver, graças às pessoas que cá nasceram e às que aqui decidiram fazer o seu caminho”.

No entanto, João Peres não escondeu as críticas à governação autárquica das últimas décadas do Partido Socialista. “O Montijo não tem um hospital digno, não tem um parque desportivo nem políticas para o desporto, não tem acessos dignos à cidade, não tem escolas suficientes, não tem uma frente ribeirinha cuidada, não tem limpeza da rua e dos espaços verdes, não tem habitação a custos controlados, não tem um centro histórico cuidado, não tem uma esquadra da PSP em condições nem o número de agentes suficientes”, disse, considerando que “há 28 anos o concelho sofre de retrocesso, diria quase civilizacional, o Montijo não tem um futuro que respeite o passado e a história”. Atira ainda ao executivo e ao candidato independente: “basta de governação do PS que governa para manter o poleiro e não para as pessoas”.

Depois da intervenção de João Peres, falou Luís Miguel Franco, candidato a Presidente da Câmara Municipal do Montijo. “O principal ativo da Câmara Municipal do Montijo são os seus trabalhadores”, defendeu. Para o candidato, é urgente “valorizar esses homens e essas mulheres, em termos de progressão de carreira e salários” e “criar condições para a prestação do serviço público”.

Luís Franco criticou ainda a ausência de planeamento nos últimos 28 anos de governação socialista, apontando exemplos concretos. “Houve crescimento demográfico e o investimento não foi acompanhado, as nossas crianças estão a ter aulas em contentores”, disse, defendendo que “é necessário dar a todas as nossas crianças, independentemente do local do concelho onde vivem, as mesmas condições para aprender”. Sobre o futuro, o candidato destacou a prioridade à reabilitação da frente ribeirinha, garantindo que “o anteprojeto será discutido publicamente” para que a obra “seja motivo de orgulho para os cidadãos”.

Foram ainda convidados João Frazão, do Comité Central do PCP e a antiga deputada da CDU, Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista “Os Verdes”. A última, falou sobre a importância de a CDU se apresentar a estas eleições no Montijo com um “candidato experiente”, realçando também aqueles que “estão pela primeira vez a integrar as listas”. Heloísa Apolónia disse ainda que “é preciso saber ouvir a população para traduzir no programa autárquico os problemas e anseios da população, fizemos isso desde o início. A CDU, de rosto erguido, pode pedir à população do Montijo um voto de confiança”. 

João Frazão falou num país que está numa situação “preocupante”, mas deixando uma ideia de esperança ao público. Defendeu que, perante a proposta de alterações à legislação laboral proposta pelo Governo, a única forma de combate é “a luta”, convidando os presentes a mobilizarem-se para “a grande jornada de luta da CGTP-IN no próximo dia 22 de setembro”. Sobre o Montijo, falou na importância de autarcas que enfrentem o governo central e saibam defender as suas populações contra “o desinvestimento nos serviços públicos”.


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fertagus

palmela

palmela

comentário

  1. Socialistas/ comunistas tiveram 50 anos para mostrar se valiam alguma coisa e resultado está à vista de todos, Portugal perdeu a sua dignidade.