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Casa do Povo de Sesimbra com contas congeladas

A Casa do Povo, IPSS que apoia jovens e idosos através do lar de dia, está a correr o risco de fechar, algo que está a preocupar tanto as famílias dos utentes como os funcionários. Estes tem recebido os pagamentos (salários e subsídios) em atraso. Estes graves problemas financeiros, que já chamaram a atenção do PCP local, não são de agora, mas tem piorado nos últimos meses.

Os funcionários sentem-se desapontados com a atual situação. Os salários tem sido pagos com atraso e a prestações. Chegou a faltar dinheiro para comprar comida aos utentes. São cerca de 100 para trinta funcionários. Esta situação já levou a uma manifestação no centro da vila e a que participassem numa reunião da Assembleia Municipal. graves problemas financeiros que culminaram numa dívida de meio milhão de euros.

Estando com um incumprimento de 300 mil euros, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social congelou as contas da Casa do Povo por dois meses. O défice total da Casa do Povo, criada nos anos 70, pode chegar ao meio milhão de euros. Este é um problema com 8 anos. Pais, funcionários e utentes acusam a direção de ser ausente e temem que, um dia, os portões fechem. A cozinha desta instituição chegou a ser fechada, pela Proteção Civil, por falta de condições para laborar.

O presidente da autarquia, Francisco Jesus, diz que a Casa do Povo de Sesimbra «bateu no fundo» e que é ilegal que não sejam apresentadas contas desde 2015. A Casa do Povo, há mais de 10 anos, não tem obras de melhoria e numa das salas chove lá dentro. Tanto a autarquia como a Segurança Social não conhecem as contas da Casa do Povo. «Nenhuma instituição do concelho chegou a este ponto», lamenta a vereadora responsável pela pasta, Felicia Costa.

Existe mesmo que exija a demissão de Florival Cardoso, que admite sair do posto. Para o retirar teria de haver uma votação em assembleia, mas uma parte dos associados são as crianças que andam nesta instituição. As mesmas pagam quotas, mas não podem votar. Florival gere um total de 4 IPSSs. Esta IPSS de Sesimbra, gerida por um bancário reformado, tem (segundo informação difundida em vários meios de comunicação social) uma divida de meio milhão de euros.

Mensalmente existe um défice de 20 mil euros. Também é arguido num processo de uma outra instituição, desta vez em Setúbal. Para salvar a Casa do Povo, pode ser acionado um Fundo de Socorro Social atribuído pela SS.


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