
Sines prepara-se para viver um dos momentos mais marcantes da sua história festiva. O Carnaval de Sines assinala o centenário com um programa reforçado que promete encher as ruas entre domingo e terça-feira, devolvendo à cidade a energia que, há um século, começou a ganhar forma nas páginas da antiga Folha de Sines.
A organização espera cerca de 50 mil visitantes ao longo de três dias, num evento com orçamento de 275 mil euros, que mobiliza 16 carros alegóricos, 30 formações, uma bateria de samba e perto de três mil participantes. A Avenida General Humberto Delgado volta a ser o palco principal dos desfiles, mantendo a tradição iniciada em 1989, após décadas na zona histórica.
O momento alto está marcado para segunda-feira à noite. O corso noturno será acompanhado por fogo de artifício, evocando o facto de Sines ter sido o primeiro Carnaval iluminado do país. A organização garante que todas as condições de segurança estão asseguradas para o espetáculo que simboliza a celebração dos 100 anos.
Apesar das dificuldades provocadas pelo mau tempo em concelhos vizinhos, a festa mantém-se. A Associação de Carnaval de Sines manifestou solidariedade com as populações afetadas, promovendo uma recolha de bens, sublinhando que o espírito carnavalesco também é feito de união.
Sem tema definido, a criatividade continua a ser livre. O centenário serve de inspiração para homenagear figuras e grupos que marcaram gerações, incluindo os Reis do Carnaval desta edição. A história do evento remonta a 15 de fevereiro de 1926, data da primeira referência conhecida, quando um grupo de populares saiu à rua para celebrar.
O programa não se limita aos desfiles. O Pavilhão dos Desportos recebe o Baile Eletrónico Até de Manhã no sábado, o grupo brasileiro Viva o Samba no domingo e Rosinha na terça-feira. A zona histórica ganha nova vida com festas ao longo dos três dias, recuperando as raízes da celebração.
As comemorações arrancam com o Carnaval dos Pequeninos, que reúne mais de mil crianças do concelho, e incluem a tradicional Noite da Matrafona. O encerramento acontece a 18 de fevereiro, com o Enterro do Entrudo.
Os bilhetes mantêm os preços do ano anterior. A entrada diária custa sete euros, o passe para três dias 15 euros e o passe livre 25 euros.
Sines prepara-se, assim, para celebrar um século de cor, música e tradição, reafirmando-se como uma das referências carnavalescas do país.
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