A frente costeira da Costa de Caparica volta a ser alvo de uma intervenção de grande escala. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) retomou a operação de alimentação artificial das praias, numa fase considerada crítica para a estabilidade do litoral de Almada.
Os trabalhos arrancaram na praia de São João da Caparica, onde foram interrompidos no final do ano passado, e vão avançar progressivamente de norte para sul até à Nova Praia. A conclusão está prevista para meados de junho, já com o olhar na pressão que a época balnear costuma trazer.
Em causa está a reposição de cerca de um milhão de metros cúbicos de areia, uma operação que pretende travar o avanço do mar, reforçar o areal e reduzir os riscos associados à erosão costeira. A intervenção assume especial relevância numa zona onde a linha de costa tem sido marcada por instabilidade ao longo dos últimos anos.
Segundo a APA, o objetivo passa por proteger pessoas e bens, reduzir o risco de galgamento e inundação e garantir maior segurança às infraestruturas costeiras, nomeadamente os esporões que tentam conter o impacto das correntes marítimas.
A operação foi suspensa devido às condições adversas do mar durante o inverno, mas foi agora retomada numa altura em que se pretende devolver robustez às praias antes do pico de utilização. A intervenção é desenvolvida em articulação com a Administração do Porto de Lisboa.
Mais do que uma obra técnica, trata-se de uma resposta a um problema estrutural: a fragilidade crescente de uma das zonas balneares mais procuradas da região de Lisboa.
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