Cantinho da Bicharada

Cão foi baleado durante megaoperação em favela no Rio de Janeiro

Scooby já teve alta

Uma das vítimas ‘civis’ que sofreu ferimentos durante a megaoperação que as autoridades levaram a cabo no dia 26 de outubro na Vila Cruzeiro, uma favela no Complexo da Penha, Rio de Janeiro, foi ‘Scooby’, um Cane Corso de sete anos, atingido a tiro quando estava no terraço da sua casa.

O cão estaria a dormir no terraço da casa, em Olaria, uma localidade próxima à favela de Vila Cruzeiro, quando a megaoperação das autoridades teve início, e foi atingido por uma bala perdida.

Segundo relatou o tutor, Hélio Fernando de Abreu da Silva, à comunicação social, ‘Scooby’ foi atingido na região lombar por um tiro «que veio da mata perto da minha casa. Ouvimos o cachorro gritar e a minha mulher começou a chorar e a gritar que ‘pegaram meu negão’. E nós nem podíamos subir para socorrê-lo, porque havia muitos tiros.»

Um amigo da família apenas conseguiram resgatar ‘Scooty’ cerca de uma hora depois porque, além de os acessos estarem bloqueados, mesmo a zona de barricada esteve sob fogo, o que impediu o socorro.

O animal foi socorrido e foi submetido a uma cirurgia no Hospital Veterinário Municipal São Francisco de Assis, em Irajá.

Após a cirurgia, que lhe salvou a vida, ‘Scooby’ já teve alta hospitalar, mas vai continuar sob observação pelos veterinários da unidade.

A casa da família ficou também marcada pelos tiros, conforme descreve o tutor de ‘Scooty’. “Foi um terror muito grande. As paredes estão cheias de buracos de bala. Temos uma criança de oito anos que chorava muito com pena do cachorro que ela adora.»

O caso comoveu o Brasil, e a Secretaria de Proteção Animal criou mesmo um protocolo para investigar casos de animais feridos por tiros, depois de do secretário municipal, Luiz Ramos Filho, informar que «casos como o de ‘Scooty’ se têm tornado frequentes. É muito triste que até os animais indefesos sejam vítimas da violência. Esse mês, sete animais foram atendidos nos hospitais municipais veterinários vítimas de tiros.»

A megoperação teve como objectivo o cumprimento de mandados de detenção de elementos do Comando Vermelho e foi a maior da história do Rio de Janeiro, da qual resultaram 132 vítimas mortais, quatro deles agentes da autoridade.


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