Crise da água marca o alojamento turístico na Costa da Caparica
O alojamento turístico da Costa da Caparica continua a sentir os efeitos das falhas no abastecimento de água que afetaram o concelho de Almada. Em plena época alta, empresários do setor afirmam que os cancelamentos de reservas se sucedem e apontam para prejuízos de milhares de euros, agravados pelo impacto que a crise teve na imagem do destino turístico.
De acordo com responsáveis de unidades de alojamento ouvidos pelo Diário de Notícias, várias famílias optaram por cancelar ou alterar as férias por receio de novos problemas no fornecimento de água. Os empresários consideram que a ampla cobertura mediática da situação contribuiu para afastar visitantes, mesmo após a normalização do abastecimento.
Empresários alertam para prejuízos em plena época alta
Os operadores turísticos afirmam que as consequências da crise não se limitaram aos dias em que ocorreram as interrupções no fornecimento de água. O setor continua a registar o impacto dos cancelamentos numa altura em que julho e agosto representam, sem dúvida, o período de maior procura e faturação para muitas unidades de alojamento.
A Costa da Caparica é um dos principais destinos balneares da Área Metropolitana de Lisboa e recebe, todos os verões, milhares de turistas portugueses e estrangeiros. Qualquer quebra nas reservas traduz-se, por isso, em perdas significativas para empresas que dependem da atividade turística durante a época estival.
Crise da água continua a produzir efeitos em Almada
As falhas no abastecimento de água afetaram milhares de consumidores em várias freguesias do concelho de Almada, provocando transtornos a residentes, comerciantes e empresas. A situação levou o Município de Almada e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) a implementar medidas para normalizar o serviço e acompanhar as consequências da ocorrência.
Entretanto, a DECO revelou ter recebido várias reclamações de consumidores que contestam a cobrança da tarifa fixa, ou tarifa de disponibilidade, nas faturas emitidas durante o período em que o abastecimento esteve interrompido. A associação considera que, nesses casos, o serviço não esteve efetivamente disponível e defende que é preciso analisar essa situação.
Embora o abastecimento de água tenha sido restabelecido, os empresários do alojamento turístico alertam que os efeitos económicos da crise continuam a fazer-se sentir e defendem que será necessário recuperar a confiança dos visitantes para minimizar os prejuízos registados durante o verão.
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