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Calor já provocou 123 mortes em Portugal

As duas ondas de calor registadas desde junho já provocaram 123 mortes em Portugal, revelou a Direção-Geral da Saúde. As autoridades consideram, no entanto, que o impacto ficou abaixo do inicialmente previsto e mantêm o alerta para os próximos meses.

As duas ondas de calor que atingiram Portugal desde o início de junho já provocaram 123 mortes, segundo os dados divulgados pela diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado.

De acordo com a responsável, a primeira onda de calor resultou em cerca de 60 mortes, enquanto a segunda soma, até ao momento, 63 óbitos. Ainda assim, o balanço permanece provisório, uma vez que os efeitos das temperaturas extremas na mortalidade podem continuar a ser registados nas semanas seguintes.

A Direção-Geral da Saúde sublinha que o número de vítimas ficou abaixo das previsões iniciais do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), atribuindo este resultado ao reforço das medidas de prevenção implementadas por autarquias, Proteção Civil, autoridades de saúde e restantes entidades no terreno.

Entre as respostas destacam-se a abertura de abrigos temporários para pessoas vulneráveis, campanhas de sensibilização e o reforço das recomendações para evitar a exposição ao calor.

Face às previsões que apontam para novos episódios de temperaturas elevadas até outubro, a Direção-Geral da Saúde garante que continuará a acompanhar a situação e mantém o apelo à população para adotar medidas de proteção, sobretudo no caso de idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.


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