Calor extremo faz disparar chamadas para o INEM e sindicatos alertam para falta de resposta
O número de chamadas para o INEM aumentou face ao ano passado devido às altas temperaturas. Enquanto o Governo garante um plano de resposta, os sindicatos denunciam falta de meios para responder à procura.

O calor extremo que se faz sentir em Portugal está a aumentar a pressão sobre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com um crescimento significativo do número de pedidos de ajuda.
Segundo dados do INEM, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) receberam, durante o mês de junho, mais de 141 mil chamadas, uma média de 4.700 por dia, representando um aumento de cerca de oito mil chamadas em comparação com o mesmo período do ano passado.
Perante a vaga de calor, a Direção-Geral da Saúde (DGS) ativou o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal, alertando para os riscos acrescidos de desidratação, agravamento de doenças crónicas e outras situações de emergência, sobretudo entre crianças, idosos e doentes crónicos.
Apesar disso, os sindicatos dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar e dos Médicos do Norte consideram que a resposta continua a ser insuficiente, alertando para a falta de meios humanos e operacionais.
Já o Governo garante que o plano de contingência está em funcionamento e inclui medidas para reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde durante este período de temperaturas extremas.
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