Buzinas fazem-se ouvir na Ponte 25 de Abril contra a subida dos combustíveis
Condutores juntaram-se esta manhã num buzinão durante a travessia da Ponte 25 de Abril, em protesto contra a forte subida dos preços dos combustíveis.
Protesto marcou a manhã na Ponte 25 de Abril
Vários condutores participaram esta segunda-feira num protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis, fazendo-se ouvir através de um buzinão na Ponte 25 de Abril, durante a hora de ponta. A iniciativa começou pelas 08h00, num dia em que os novos preços dos combustíveis entraram em vigor e provocaram uma das maiores subidas registadas nos últimos anos em Portugal. O protesto coincidiu com o regresso ao trabalho e às aulas de milhares de pessoas.
Os automobilistas utilizaram as buzinas como forma de contestação ao agravamento dos custos associados ao abastecimento dos veículos, numa altura em que o preço dos combustíveis voltou a pesar significativamente no orçamento das famílias e das empresas.
Gasóleo e gasolina registam forte subida
A subida desta semana colocou o preço do gasóleo simples em valores que podem chegar aos 2,17 euros por litro, enquanto a gasolina pode atingir os 2,12 euros, embora os preços finais variem de acordo com cada posto de abastecimento. Contudo, o Governo anunciou na passada sexta-feira um reforço do desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), na ordem dos três cêntimos por litro, numa tentativa de limitar o impacto da subida.
Ainda assim, o aumento efetivamente verificado nos postos ultrapassa os dez cêntimos por litro no gasóleo e os oito cêntimos na gasolina, segundo os valores divulgados esta segunda-feira.
Protesto acontece num dia de forte pressão no trânsito
O buzinão decorreu precisamente durante a hora de ponta da manhã, aumentando a pressão sobre uma das principais ligações rodoviárias entre a margem sul e Lisboa.
Curiosamente, a contestação na Ponte 25 de Abril surge no mesmo dia em que outros automobilistas organizaram protestos contra os combustíveis. Em Sines, cerca de uma centena de veículos participou numa marcha lenta nos acessos à refinaria, provocando uma fila de aproximadamente dez quilómetros no IC33.
A subida dos preços já tinha levado, durante o fim de semana, muitos condutores a antecipar o abastecimento. Alguns procuraram preços mais baixos noutros municípios e houve igualmente quem atravessasse a fronteira com Espanha para abastecer. A mobilização desta segunda-feira demonstra, portanto, que o aumento dos combustíveis está a gerar crescente contestação entre os automobilistas, num momento em que os custos associados às deslocações voltam a sofrer uma forte pressão.
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