
As queixas sobre limpeza urbana degradação do espaço público e segurança dominaram a participação do público na Sessão Ordinária da Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo, expondo problemas antigos e novos que continuam sem respostas estruturais em várias zonas da freguesia.
Uma das intervenções mais detalhadas partiu de Susana Simões que alertou para falhas persistentes na manutenção de espaços públicos. A freguesa apontou a ausência de limpeza e de corte de ervas em Cabanas desde as últimas eleições e denunciou riscos no circuito de manutenção em Quinta do Anjo junto ao Chafariz e à Estrada Nacional 379. Segundo relatou a vedação existente não tem proteção adequada podendo colocar em perigo os utilizadores em especial crianças.
Também o parque canino foi alvo de críticas. Susana Simões sublinhou a falta de limpeza a necessidade de uma areia mais consistente e a ausência de sacos para recolha de dejetos, considerando que o espaço não reúne atualmente condições dignas para os utilizadores e animais.
O momento mais polémico surgiu com a denúncia da presença de animais soltos associados à comunidade cigana. A freguesa relatou um acidente provocado por porcos e descreveu a circulação de porcos vietnamitas em liberdade a causar danos em espaços públicos. Referiu ainda destruições em zonas ajardinadas nas vilas de Santiago e nos Portais da Arrábida situação que classificou como grave e descontrolada.
Perante estas acusações o presidente da Junta de Quinta do Anjo, Nuno Valente, reconheceu a complexidade do caso e confirmou a intervenção de várias entidades. Segundo explicou houve visitas da Câmara Municipal, Proteção Civil, GNR e CPCJ existindo já um relatório de risco de derrocada. O processo encontra-se no Ministério Público e a atuação seguirá exclusivamente pela via legal dada a sensibilidade e gravidade da situação.
As más condições da rede viária voltaram a estar em destaque com Graça Vitória a denunciar o estado da Rua Alfredo Justino Ferreira em Cabanas. A freguesa afirmou ouvir promessas de requalificação há anos sem resultados visíveis. Apontou buracos de grandes dimensões e desperdícios de alcatrão abandonados há mais de mês e meio levando os automobilistas a evitar a via. O presidente da Junta garantiu que a intervenção irá avançar assegurando que serão definidas prioridades para evitar que a freguesia continue marcada por pavimentos degradados.
Numa intervenção mais equilibrada e virada para elogios ao novo executivo, Maria Rosa Pinto reconheceu respostas positivas do atual Executivo, mas alertou para problemas estruturais de longa data. Referiu um abatimento no saneamento junto ao seu prédio que foi rapidamente resolvido pela Junta e pela Câmara faltando apenas a reposição da calçada.
Sobre a limpeza urbana deixou claro que a situação não é exclusiva do atual mandato lembrando dificuldades semelhantes no Executivo anterior e sublinhando que não se podem exigir milagres a uma equipa com apenas dois meses de funções num período marcado por chuvas intensas.
A freguesa alertou ainda para a degradação da Estrada Nacional 379 que segundo afirmou não recebe uma intervenção há mais de 25 anos colocando em causa a segurança e acelerando a deterioração dos veículos. Independentemente de quem governa defendeu que a situação é insustentável.
O caso do Palmela Village mereceu uma das críticas mais contundentes. Maria Rosa Pinto recordou que os problemas são conhecidos há mais de duas décadas e lamentou que erros de urbanizadores venham agora a ser resolvidos com recurso a dinheiro público considerando a situação muito grave.
Apesar do tom crítico deixou uma nota de reconhecimento ao trabalho dos serviços sublinhando que as reclamações têm sido atendidas e que se nota um esforço acrescido de limpeza em algumas zonas. Ainda assim frisou que a falta de trabalhadores é um problema antigo e estrutural tornando o trabalho insuficiente face às necessidades da freguesia.
As várias intervenções revelaram um sentimento transversal de preocupação com a degradação do espaço público em Quinta do Anjo e a exigência de respostas estruturais que ultrapassem soluções pontuais. Um debate que promete continuar a marcar a agenda política local.
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