Opinião

BÓNUS DE MILHÕES PARA TODOS

Uma opinião da inteira responsabilidade de Bruno Fialho, presidente do ADN

O PS tem desbaratado o nosso dinheiro em prémios, bónus e indemnizações para os amigos na TAP e noutras empresas, enquanto muitos portugueses passam fome ou estão em risco de perder as suas casas.

A forma como tem gerido o “dossier TAP” é escandaloso e digno de um livro de Mario Puzo, autor de “O Padrinho”.

E se o prémio de 17 mil euros atribuído à Stéphanie Silva, Mulher de Fernando Medina, quando era directora jurídica da TAP e a empresa apresentava milhões de prejuízos, ou os 500 mil euros de indemnização dados à Alexandra Reis para sair da empresa e ir passear para a NAV e depois para a secretaria de Estado do Tesouro, não fez com que os portugueses se revoltassem e incendiassem a “Casa Rosa” do Largo do Rato, também não estou a ver que isso aconteça agora por causa do bónus de quase 3 milhões de euros que o Governo acordou em pagar a Christine Ourmières-Widener, CEO da transportadora aérea nacional.

Considero que uma TAP bem gerida é um óptimo activo para o país, mas a empresa não pode apenas ser bem gerida, tem de ser gerida de forma eticamente irrepreensível.

Desta forma, a transportadora aérea nacional não pode continuar a ser usada pelos suspeitos do costume para ser o refúgio das reformas douradas ou dos bónus milionários para os amigos.

A TAP tem de ser limpa por dentro para começar a funcionar como se pretende, tem de expurgar todos aqueles que, sem qualquer competência ou experiência na aviação civil, lá foram colocados pela “famiglia” socialista.

Não se pode admitir que os trabalhadores percam 25% ou mais dos seus salários e a CEO da empresa se fique a rir com 3 milhões na conta, só porque cumpre com os objectivos traçados para o processo de reestruturação.

Peço ao leitor que faça o seguinte exercício mental: multiplique os prémios, bónus e indemnizações da TAP por centenas de autarquias em Portugal e vai entender qual a razão para que países como a Roménia, que no não muito longínquo ano de 2000 tinha um salário mínimo de 24 euros, têm ultrapassado Portugal.

O nosso país necessita de voltar a ter pessoas honestas à frente dos nossos destinos, para que casos como os que temos visto na TAP ou em muitas autarquias não se repitam.

Até esse dia chegar, o nosso país continua a saque e Marcelo Rebelo de Sousa assobia para o lado ou, provavelmente, anda à procura da melhor selfie para a posteridade, em vez de fazer o que lhe compete.

Portanto, talvez o melhor seja dar bónus de milhões para todos, pois quando o Sol nasce não é só para alguns.


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