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Bombeiros portugueses deixam em aberto adesão à Greve Geral

O Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) convocou uma greve de 30 dias para denunciar as condições de trabalho deploráveis em que trabalham, nomeadamente a falta de materiais de trabalho individuais – como lanternas, fardas e casacos – mas também para denunciar a degradação dos equipamentos em que trabalham e dormem (camaratas).

Em entrevista exclusiva ao Diário do Distrito, o presidente do sindicato, Sérgio Carvalho, admitiu que a adesão dos bombeiros portugueses à convocatória de um Greve Geral contra as alterações à lei do trabalho – Pacote Laboral – que foram anunciadas como a maior reforma à legislação do trabalho já alguma vez feita em Portugal, ameaçando facilitar despedimentos em massa e condicionar o direito das famílias nos cuidados com filhos recém-nascidos e dependentes.

Sobre o pacote laboral, Sérgio Carvalho explica que este pacote pode afetar vários bombeiros que trabalham para o setor privado, nomeadamente os bombeiros de espaços industriais, como na Autoeuropa, em Palmela.

Diz estar preocupado porque tem “colegas que são marido e mulher”, sendo que, caso este pacote legislativo avance, pode comprometer o tempo dos pais com as crianças: “e os filhos ficam com quem?”

O presidente do SNBP diz achar “estranho quando a entidade patronal está tão satisfeita com uma legislação laboral” e que a desregulação dos turnos pode por em causa “o bom funcionamento do serviço” dos bombeiros, podendo provocar “muita instabilidade”.

Sempre que as duas centrais sindicais CGTP-IN e UGT convocaram uma Greve Geral os Bombeiros sempre se juntaram aos protestos. O presidente diz estar à espera da reunião nacional onde será votada a adesão à Greve Geral no próximo dia 11 de dezembro, deixando em aberto a possibilidade de os bombeiros se juntarem aos médicos, professores, operários e trabalhadores dos serviços.

Pessoalmente, considera que “o que está previsto ao nível da legislação laboral é prejudicial para os trabalhadores” e nesse sentido, defende que “as organizações sindicais são para defender os trabalhadores de serem isolados da sua individualidade, de não poderem se defender sozinhos”.



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