Mundo

Bolívia perde o segundo maior lago do país

No local onde se situava o Lago Poopó, segundo maior da Bolívia, apenas superado pelo Titicaca, restam apenas as memórias de um local fortemente conhecido pela prática piscatória que mantinha inúmeras famílias.

O lago chegou a atingir os 3500 quilómetros quadrados, tamanho que corresponde ao dobro da área metropolitana de Londres. Para trás, fica um legado da atividade piscatória feita pela comunidade Uru, conhecidos como “o povo da água”. “Os nossos pais acreditavam que o lago ia existir para sempre. E não foi o que aconteceu”, desabafa Luis Valero, líder espiritual Uru.

“Os Uru ficaram assim, sem território. Confiávamos no lago. Os nossos pais acreditavam que o lago ia existir para sempre. E não foi o que aconteceu. De repente, tudo secou e ficamos sem trabalho. Ficamos órfãos, sem uma fonte de rendimento. Para onde é que vamos agora? Onde é que podemos trabalhar?”, questiona Luis Valero.

No planalto boliviano, a cerca de 3700 metros acima do nível da água do mar, restam apenas 7 famílias. Calcula-se ainda, que em toda a região sobrem cerca de 600 membros da comunidade indígena Uru, que resiste há milhares de anos na Bolívia e no Peru.


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