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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre pressão habitacional e ambiental em Sines

Investimentos previstos até 2031 podem agravar falta de habitação e pressão sobre serviços públicos na região de Sines, alerta o Bloco de Esquerda.

Bloco de Esquerda alerta para impacto dos investimentos previstos em Sines

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre a sustentabilidade social e ecológica da região de Sines face aos investimentos previstos até 2031. O partido alertou para o impacto que a chegada de milhares de trabalhadores poderá ter na habitação, serviços públicos e recursos ambientais. A iniciativa parlamentar foi entregue na Assembleia da República pelo deputado Fabian Figueiredo.

Segundo o documento, estão previstos cerca de 30 projetos promovidos por 53 entidades de 10 países diferentes, representando um investimento estimado em 25 mil milhões de euros. O partido refere que os projetos previstos em Sines incluem iniciativas industriais, energéticas e digitais de grande dimensão, bem como projetos eólicos e duas megacentrais fotovoltaicas em Santiago do Cacém.

Habitação é apontada como principal problema

No requerimento dirigido ao Ministério das Infraestruturas e Habitação e ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial, o BE destaca que a criação prevista de 4.577 empregos diretos e 6.903 postos de trabalho temporários poderá provocar uma forte pressão demográfica na região.

O partido considera igualmente que a fixação de cerca de 7.000 trabalhadores poderá agravar a situação da habitação em Sines, Vila Nova de Santo André e Santiago do Cacém, localidades que, segundo o documento, “podem facilmente dobrar a população”.

Perguntas dirigidas ao Governo

O requerimento recorda ainda declarações do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, feitas em janeiro de 2026, nas quais reconheceu existir um “estrangulamento na habitação” na região de Sines devido, portanto, aos investimentos anunciados.

Entre as questões colocadas pelo Bloco de Esquerda ao Governo estão as medidas previstas para responder às pressões demográficas e ecológicas associadas aos investimentos, a estratégia para resolver o problema habitacional e a responsabilidade do Estado, empresas e municípios no planeamento da região para o aumento populacional esperado. Por fim, o documento foi entregue na Assembleia da República no dia 7 de maio de 2026.


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