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Biblioteca Municipal de Palmela acolhe lançamento emotivo de obra literária com testemunhos de 50 mulheres

Cinquenta mulheres partilharam as suas histórias inspiradoras em obra literária lançada em Palmela.

O auditório da Biblioteca Municipal de Palmela foi o cenário de um evento emocionante este sábado, 13 de julho. A poetisa Alexandrina Pereira reuniu uma sala cheia de convidados, a destacar o poeta Joel Lira, da Amora, Seixal, que marcou também presença para celebrar a conclusão de um ambicioso projeto literário da poetisa sadina. Com o título “50 anos, 50 mulheres, 50 testemunhos”, a obra compila depoimentos de mulheres de diversas gerações e contextos sociais, antes e pós-25 de Abril de 1974.

Alexandrina Pereira começou por explicar o vasto auditório presente que aceitou o convite da Câmara Municipal de Palmela para integrar a Comissão de Honra das Comemorações do 25 de Abril, que este ano está a comemorar o seu 50.º aniversário. Inicialmente, a ideia de apresentar um livro apenas com os seus escritos não a entusiasmou. Inspirada pela memória da sua mãe, uma mulher que lutou contra a adversidade e o analfabetismo para garantir a educação dos seus filhos, Alexandrina decidiu dar voz a outras mulheres que, como a sua mãe, enfrentaram desafios similares.

A obra nasceu da participação ativa de 50 mulheres, cujas histórias foram coletadas e transformadas num poema coletivo. Este projeto, iniciado no programa “Outubro Maior” com o apoio de figuras como Paulo Algarve, Olga Cidade e Ricardo, envolveu mulheres de todas as freguesias do concelho, abrangendo uma ampla diversidade de experiências e perspetivas.

Os testemunhos, que vão desde os anos anteriores ao 25 de abril até os tempos modernos, oferecem uma visão rica sobre as mudanças sociais e políticas em Portugal. Participantes como Adília Candeias, Ana Teresa Vicente, Ana Pereira, Iza da Costa e muitas outras compartilharam as suas vivências, desde a opressão e luta até as esperanças e realizações.

O livro apresenta um mosaico de profissões e histórias de vida, desde sociólogas e enfermeiras até artistas plásticas e empresárias. Cada relato é uma prova da resiliência e coragem das mulheres portuguesas, que se recusaram a ser subjugadas e continuaram a lutar por um futuro melhor.

Alexandrina expressou a sua gratidão a todas as participantes, destacando a honra de ter sido a guardiã dessas memórias preciosas. O evento foi uma celebração não apenas do lançamento do livro, mas também da força coletiva das mulheres que, através das suas histórias, continuam a inspirar gerações futuras.


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