Barril ao mesmo preço, combustíveis mais caros: a conta que está a gerar polémica
O ACP comparou os preços do petróleo e dos combustíveis entre março e agosto e mostrou que, apesar de o barril manter a mesma cotação, gasolina e gasóleo ficaram cerca de 40 cêntimos mais caros por litro.
ACP divulga comparação com o preço do barril que levanta dúvidas sobre os preços dos combustíveis
O preço do barril de petróleo Brent voltou aos 79 dólares, o mesmo valor registado a 2 de março, mas os condutores portugueses continuam a pagar significativamente mais pelos combustíveis. A comparação divulgada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) está a gerar debate e a levantar questões sobre a evolução dos preços praticados nos postos de abastecimento.
Segundo os dados apresentados pelo ACP, enquanto o barril se manteve nos 79 dólares nas duas datas analisadas – 2 de março e 5 de agosto -, o preço da gasolina passou de 1,71 euros para 2,15 euros por litro, enquanto o gasóleo subiu de 1,63 euros para 2,06 euros por litro. A diferença ronda os 43 cêntimos por litro em ambos os combustíveis.
Preço final depende de vários fatores além da cotação do petróleo
A comparação rapidamente ganhou destaque nas redes sociais, onde muitos utilizadores questionam porque motivo os preços nas bombas permanecem elevados quando a cotação internacional do petróleo regressou ao mesmo nível.
Contudo, o preço dos combustíveis não depende apenas do valor do barril de petróleo. A formação do preço final inclui outros fatores, como a cotação internacional da gasolina e do gasóleo refinados, a taxa de câmbio entre o euro e o dólar, a carga fiscal, os custos de transporte e distribuição e as margens de comercialização.
Ainda assim, o ACP considera que a comparação justifica um debate sobre a rapidez com que as oscilações da cotação do petróleo se refletem nos preços pagos pelos consumidores, uma questão que tem sido levantada sempre que o preço do Brent recua nos mercados internacionais.
Comparação reacende discussão entre os consumidores
A divulgação destes números voltou a colocar em discussão a forma como as oscilações da cotação internacional do petróleo são refletidas nos preços praticados em Portugal. A comparação apresentada pelo ACP tem sido amplamente partilhada nas redes sociais e alimentado o debate entre consumidores sobre a evolução dos preços dos combustíveis.
Embora a cotação do barril seja apenas um dos elementos que influenciam o preço final pago pelos automobilistas, a diferença apresentada entre março e agosto voltou a centrar as atenções na transparência da formação dos preços e na velocidade com que as descidas do petróleo chegam às bombas.
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