Barreiro | Resumo da reunião de câmara
CDU apontou falhas na iluminação, estradas e escolas, enquanto a população denunciou obras e insegurança. O presidente da câmara (PS) admitiu não esperar a reabertura das urgências, alertando que “do provisório pode tornar-se definitivo”.
No início da reunião, a vereadora Jéssica Pereira, da CDU, questionou o executivo (PS) sobre as queixas da população relativamente à falta de iluminação na Avenida do Bocage e na Rua Calouste Gulbenkian. O vereador do PSD acompanhou esta situação, questionando o executivo sobre o que está a fazer para resolver estes problemas que persistem desde a última leva de tempestades.
A CDU denunciou ainda as estradas em más condições, em particular num troço onde, no espaço de um dia, houve três acidentes. Questionaram ainda o executivo socialista sobre as medidas de manutenção para travar a degradação das escolas José Joaquim Rita Seixas e EB Santo António, onde estão identificados um alarme de incêndio estragado, portas de WC que não fecham e um elevador que não funciona.
Na intervenção do público, uma moradora queixou-se de buracos na rua, mesmo à sua porta, levantando também outras questões relativamente à segurança no Barreiro, mencionando uma intervenção policial e assaltos a lojas nas imediações que, segundo a moradora, levaram a que um comerciante fechasse o seu estabelecimento.
Após as intervenções do público, a vereadora da CDU questionou o executivo do PS sobre a reunião do presidente da CMB com a Ministra da Saúde. Frederico Rosa explicou que a reunião foi inconclusiva, porque a ministra diz que, por um lado, é um fecho temporário, mas que, por outro, é uma decisão estrutural.
Quando questionado, o presidente do município disse que não tem esperanças de que sejam reabertas as urgências. “Apesar da avaliação prevista na lei de seis em seis meses, como tudo em Portugal, do provisório pode tornar-se definitivo”, disse Frederico Rosa em resposta à CDU.
No que diz respeito ao encerramento das urgências de obstetrícia e maternidade no Hospital do Barreiro, apesar do consenso partidário contra este encerramento, a maior discussão prendeu-se no documento de tomada de posição da CMB. O PSD votou contra a culpabilização dos Governos do PSD, e o PS também se recusou a votar favoravelmente pelos mesmos motivos.
Apesar de a rotatividade das urgências hospitalares ter sido aprovada durante um Governo socialista, os vereadores do PS recusam essa conotação, acusando o PCP e o BE de terem feito parte de alguns acordos. Em resposta, a vereadora Jéssica Pereira, da CDU, disse que “quando chumbámos o OE do PS em 2021 (…) alertámos que a opção de fazer fechos rotativos ia criar mais fechos prolongados”.
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