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Barreiro ativa Plano Municipal de Emergência devido a risco de inundações e subida do caudal do Tejo

Autarquia reforça vigilância no Terminal de Granéis Líquidos e encerra acessos à zona ribeirinha face ao mau tempo e descargas das barragens espanholas.

A Câmara Municipal do Barreiro ativou o Plano de Emergência Municipal devido ao risco de inundações previsto nas próximas 48 horas, suportado pela precipitação registada e pelas descargas efetuadas pelas barragens espanholas no rio Tejo.

O presidente do município, Frederico Rosa, informou que a ativação do plano pretende acompanhar com maior proximidade o Terminal de Granéis Líquidos do Barreiro, instalado no Lavradio junto ao rio Tejo, onde são geridos produtos líquidos a granel, incluindo derivados de petróleo e materiais para as indústrias química e alimentar. “Queremos acompanhar isto com proximidade”, afirmou o autarca, destacando que o monitoramento será permanente durante toda a madrugada.

Apesar dos riscos, Frederico Rosa indicou que não está prevista a necessidade de encerrar serviços no concelho, apesar da proximidade de duas escolas à zona ribeirinha. Contudo, as estradas situadas junto a esta área vão estar encerradas ao trânsito.

O Serviço Municipal de Proteção Civil alertou para o aumento significativo dos caudais na maioria das bacias hidrográficas, especialmente na Bacia do Tejo, onde os níveis vão manter-se elevados com tendência a subidas significativas e consequentes afetações nas zonas a jusante do rio.

Face a esta situação, a população é aconselhada a garantir a limpeza dos sistemas de escoamento das águas pluviais, evitar atividades próximas de linhas de água, especialmente nas zonas com histórico de inundações, não estacionar veículos em áreas vulneráveis, retirar animais e bens para locais seguros, e reduzir ao máximo os deslocamentos a pé ou de carro nas áreas potencialmente afetadas pelas cheias.

Deve também assegurar a fixação adequada de estruturas soltas e ter especial cuidado na circulação junto de zonas arborizadas próximas dos cursos de água.

A Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil declarou o alerta vermelho para a bacia do Tejo, face à subida abrupta do caudal devido às descargas das barragens espanholas e à precipitação local, o que coloca em risco as zonas ribeirinhas.

Desde a semana passada, doze pessoas morreram em Portugal em consequência das depressões Kristin e Leonardo, que causaram também centenas de feridos e desalojados, além da destruição total ou parcial de casas, empresas e infraestruturas, queda de árvores e de estruturas, cortes em estradas, encerramento de escolas e serviços de transporte, bem como interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações.

As regiões mais afetadas são o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio financeiro até 2,5 mil milhões de euros.


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