Bancos encerram mais de 100 balcões por ano e deixam concelhos com apenas uma agência
O setor bancário português continua a perder presença física no território, com o fecho de mais de 100 balcões por ano. No final de 2024, o número total de agências caiu para 3283, revelam dados da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

O encerramento sucessivo de balcões acompanha a digitalização do setor e a generalização do ‘homebanking’, que já chega a 17,5 milhões de contas à ordem em Portugal. Com a maioria das operações a poder ser feita pela Internet, desde transferências a pagamentos, os bancos reduzem o atendimento presencial e a impor custos adicionais em levantamentos ou outros serviços ao balcão.
A tendência tem reflexo direto no emprego: desde 2020, o setor perdeu 3579 trabalhadores, um retrato do encolhimento que atravessa o sistema financeiro nacional.
Lisboa continua a ser o concelho com maior número de agências (295), seguido pelo Porto (121), Sintra (65), Cascais (57) e Oeiras (51). No lado oposto, há territórios que contam apenas com um balcão, como Barrancos, Vila Velha de Ródão, Constância, Vila Nova da Barquinha, Lajes das Flores e Ponta do Sol.
A redução da rede física tem gerado desigualdades no acesso, sobretudo em zonas do interior e regiões insulares, onde o banco continua a ser um dos poucos serviços públicos acessíveis.
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