
O Banco Português de Fomento confirmou que já estão garantidos os 100 mil chips necessários para a instalação da anunciada gigafábrica de inteligência artificial em Sines. O projeto, inédito em Portugal pela sua dimensão e impacto, prevê um investimento global próximo dos quatro mil milhões de euros.
O financiamento combina capitais públicos e privados, destacando-se cerca de 600 milhões de euros de investimento privado, um empréstimo sindicado de mil milhões, a contribuição do Estado português de igual montante, mediante fundos nacionais e comunitários, e ainda uma participação da Comissão Europeia estimada em 1,4 mil milhões.
A candidatura formal ao apoio europeu ainda não foi submetida, mas o Banco de Fomento já enviou uma proposta preliminar às autoridades comunitárias. O processo encontra-se em fase de análise, enquanto decorrem as negociações sobre a estrutura final do investimento.
Segundo as estimativas, a fábrica criará 274 postos de trabalho diretos, colocando Sines no mapa europeu das infraestruturas tecnológicas avançadas e reforçando a posição de Portugal no setor da inteligência artificial.
Apesar das garantias sobre o fornecimento dos processadores, mantêm-se dúvidas sobre a calendarização do projeto, a identidade dos parceiros privados e a sustentabilidade energética e logística da operação — aspetos considerados decisivos para o êxito de um projeto que pode transformar estruturalmente a economia nacional.
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