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Autódromo do Estoril entre várias empresas que o Estado poderá alienar

A empresa responsável pela gestão do Autódromo do Estoril integra o grupo de entidades classificadas como não estratégicas para o Estado por um grupo de trabalho que analisou o Setor Empresarial do Estado. O relatório recomenda a sua alienação, embora a decisão não tenha caráter vinculativo.

A empresa que gere o Circuito do Estoril poderá vir a ser alienada pelo Estado. A possibilidade consta de um relatório elaborado por um grupo de trabalho que avaliou as participações públicas no Setor Empresarial do Estado (SEE), identificando várias entidades consideradas não estratégicas.

No documento, são elencadas oito empresas que, segundo os autores, podem operar em condições de mercado sem necessidade de controlo estatal direto. Entre elas encontra-se a Circuito Estoril, S.A., responsável pela exploração e gestão do Autódromo do Estoril.

De acordo com a análise realizada, uma eventual venda da empresa poderá representar uma receita próxima dos sete milhões de euros para o Estado. A estimativa foi calculada com base em metodologias financeiras já utilizadas em avaliações anteriores da Parpública.

Apesar da recomendação, o relatório não obriga o Governo a avançar para qualquer processo de alienação.

Entretanto, o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, esclareceu recentemente que o futuro do Autódromo do Estoril passará por uma consulta ao mercado, processo que pretende recolher contributos e avaliar o interesse de potenciais investidores.

Já a Parpública tinha indicado anteriormente que essa consulta se relaciona com a eventual constituição de um direito de superfície sobre os terrenos onde se encontra instalada a infraestrutura.

A Circuito Estoril é atualmente detida a 100% pela Parpública e continua a gerir uma das mais emblemáticas infraestruturas do automobilismo nacional. Embora tenha perdido protagonismo internacional ao longo das últimas décadas, o Autódromo do Estoril continua a receber importantes competições, incluindo provas do Campeonato do Mundo de Superbike.

Além da empresa ligada ao circuito, o relatório inclui também outras entidades consideradas passíveis de alienação. Entre elas está a Mobi.E, responsável pela gestão da rede nacional de carregamento de veículos elétricos, cuja avaliação financeira aponta para um valor potencial superior a 2,5 milhões de euros.


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