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Autarcas do Alentejo Litoral exigem melhorias em infraestruturas ao Governo

Reunião com Ministro das Infraestruturas aborda reivindicações antigas da CIMAL.

Uma delegação da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), liderada por Vítor Proença, presidente da entidade, reuniu-se esta quarta-feira com o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, para insistir numa série de reivindicações que vêm sendo apresentadas a diversos governos ao longo dos anos.

Na reunião, foram discutidos vários projetos cruciais para a região. Entre eles, o alargamento do troço do IP8/A26 entre Relvas Verdes e Roncão, cuja consignação já foi anunciada. A delegação foi informada de que o segundo troço, que ligará Roncão à A2 em Grândola Norte, ainda será sujeito a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) antes do início das obras. Devido aos constantes adiamentos, esta obra não contará com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), diferentemente do primeiro troço, cujas obras vão iniciar-se em breve.

Outro tema abordado foi a necessidade de construir uma autoestrada entre Sines e Odemira, única sede de concelho do Alentejo Litoral sem esta infraestrutura. O ministro registou a proposta, mas não assumiu compromissos para a sua concretização. “Embora registemos as propostas, a sua concretização depende de diversos fatores e prioridades nacionais”, afirmou Miguel Pinto Luz.

Miguel Pinto Luz também informou que a reparação do troço degradado do IC1 entre Palma e Alcácer do Sal avançará no próximo ano, com conclusão prevista para 2027. Além disso, a delegação voltou a exigir o alargamento da estrada nacional 253 entre a Comporta e Alcácer do Sal. No entanto, segundo o ministro, a concessionária Infraestruturas de Portugal (IP) não considera esta obra prioritária, posição que os autarcas contestam vigorosamente.

No que toca ao transporte ferroviário de passageiros entre os cinco concelhos da CIMAL, uma reivindicação de longa data, o ministro esclareceu que não é viável devido à falta de comboios e ao carácter deficitário do serviço, que necessitaria de financiamento público. “Este serviço é economicamente inviável sem subsídios governamentais, e atualmente não temos comboios disponíveis para essas ligações”, explicou o ministro.

Apesar das respostas pouco encorajadoras, os autarcas da CIMAL, incluindo Vítor Proença e os presidentes dos municípios de Grândola, Santiago do Cacém e Sines, além do vice-presidente da Câmara de Odemira e do vice-presidente da Assembleia Intermunicipal da CIMAL, Idalino Sabido, reafirmaram a sua determinação em lutar por melhorias nas ligações rodoviárias e ferroviárias da região. “Continuaremos a batalhar pelas infraestruturas necessitadas pela nossa região e merece”, declarou Vítor Proença.


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