Autarcas do Alentejo alertam para riscos na disponibilidade futura de recursos hídricos
Presidente da CIMAL defende controlo urgente dos consumos e políticas ambientais conjuntas na região.
Recursos hídricos dominam debate no Alentejo
A pressão crescente sobre os recursos hídricos esteve no centro do debate ambiental promovido nesta passada terça-feira, dia 6 de janeiro, no auditório da CCDR Alentejo. Nessa ocasião, os representantes das comunidades intermunicipais discutiram acerca dos principais desafios ambientais da região.
Durante a mesa-redonda, Clarisse Campos, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), alertou para a necessidade de reforçar a monitorização da água subterrânea e de implementar mecanismos eficazes de controlo dos consumos, considerando tratar-se de uma questão estrutural para o futuro da região.
Região enfrenta realidades ambientais contrastantes
A responsável destacou, por outro lado, que o Alentejo Litoral apresenta uma diversidade territorial que condiciona a gestão ambiental. A faixa costeira regista uma forte pressão turística e enfrenta fenómenos associados às alterações climáticas, como o avanço do mar, enquanto o interior lida com episódios de calor extremo cada vez mais frequentes durante o verão.
Segundo Clarisse Campos, estas realidades distintas exigem respostas adaptadas, mas enquadradas numa estratégia regional comum, capaz de responder aos impactos ambientais de médio e longo prazo.
Consumos excessivos colocam em risco o abastecimento
Apesar das diferenças territoriais, a presidente da CIMAL sublinhou que a sobre-exploração dos recursos hídricos afeta transversalmente os cinco concelhos do Alentejo Litoral. Na sua intervenção, defendeu a criação de instrumentos que permitam limitar consumos excessivos, alertando para o risco de escassez de água destinada ao consumo humano.
Ademais, a autarca considerou que a ausência de medidas preventivas poderá comprometer a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento no futuro.
Deposição em aterro continua elevada
A gestão de resíduos integrou igualmente a intervenção da presidente da CIMAL. Clarisse Campos apontou os elevados níveis de deposição em aterro como um problema persistente na região, defendendo a adoção de políticas comuns entre municípios.
Para além da redução dos resíduos enviados para aterro, considerou essencial envolver os cidadãos, criando incentivos que promovam a separação de resíduos e valorizem a reciclagem como prática quotidiana.
Presidentes e representantes das comunidades reunidos
As intervenções decorreram no âmbito da apresentação da Estratégia de Eficiência Coletiva Provere – Guardiões do Alentejo – Ação Climática para a Valorização do Recurso Endógeno no Ecossistema Ambiental. Esta iniciativa reuniu os presidentes e representantes das várias comunidades intermunicipais do Alentejo.
O encontro serviu assim para identificar desafios comuns e reforçar a articulação regional em matéria de ambiente e ação climática.
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