Um utente classificado com pulseira amarela, sinalizando urgência, viu-se forçado a aguardar mais de 24 horas para ser atendido na urgência do Hospital do Barreiro. Este episódio, ocorrido no domingo, destaca as crescentes dificuldades enfrentadas pelos serviços hospitalares na região e levanta questões sobre a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O pai do doente, que relatou o incidente à SIC e RTP esta terça-feira, reconheceu as limitações de pessoal na unidade hospitalar, mas considerou a espera excessiva para o filho. Esta situação contrasta notavelmente com outras unidades do país. Em Portimão, por exemplo, um utente com a mesma classificação aguardou seis horas e 36 minutos. No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo de espera foi de quatro horas e um minuto, enquanto no Hospital de São João, no Porto, foi de três horas e 37 minutos.
Tempos de espera ainda mais curtos foram observados noutras unidades. No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, a espera foi de duas horas e 29 minutos, e no Hospital de Faro, um doente aguardou uma hora e 56 minutos. No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a espera foi de apenas uma hora e 42 minutos.
A triagem hospitalar, que classifica a urgência dos casos, tem na pulseira amarela uma indicação de situação urgente. No entanto, o tempo de espera até à observação médica pode variar significativamente, dependendo do número de pacientes, da gravidade dos casos e dos recursos disponíveis em cada momento.
A espera prolongada no Hospital do Barreiro suscita preocupações sobre a eficácia do serviço de urgência, especialmente num contexto de escassez de médicos. Este caso insere-se num cenário mais amplo de dificuldades nos serviços de urgência em Portugal, que têm levantado questões sobre os recursos humanos e a organização dos serviços do SNS.
O pai do paciente, embora compreenda as limitações enfrentadas pelos profissionais de saúde, defende que a falta de meios não pode justificar um atraso tão significativo para um paciente classificado como urgente. A situação propõe uma reflexão sobre a resposta oferecida no Hospital do Barreiro e a necessidade de reforçar os recursos para assegurar tempos de atendimento adequados aos diferentes níveis de prioridade clínica.
Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito










