Atualidade

Associação de Sargentos defende 13 militares da Marinha como ‘Corajosos, leais e disciplinados!’

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) emitiu esta quarta-feira um comunicado no qual defende os treze militares (4 Sargentos e 9 Praças) da guarnição do Navio da República Portuguesa (NRP) Mondego que no dia 11 de Março, formaram no Cais de Pesca do Funchal e recusaram embarcar.

«Estes militares merecem a consideração, o apoio e a solidariedade de todos. De todos os seus verdadeiros Camaradas, de todos os verdadeiros Militares e de todos os verdadeiros Portugueses» refere o comunicado, que descreve os militares como «homens experimentados, técnicos altamente especializados, cientes dos seus deveres para com o Povo Português e comprometidos com a Constituição da República Portuguesa».

A ANS garante ainda que estes militares «sabiam, e sabem, melhor que ninguém, o que se passava, e passa, no seu navio. E muitos outros Camaradas, também sabem o que se passa em muitos outros navios da Marinha!».

Com uma referência às condecorações recebidas, o comunicado frisa que «foram estes, os Marinheiros que, honrando a sua Condição Militar, exerceram um dos deveres mais importantes que incumbem a qualquer Militar: o dever de tutela!» e ainda que o fizeram «numa atitude consciente da importância e da necessidade do seu acto, que aqueles 13 Camaradas tiveram a coragem de, lealmente, informar o seu comando, que o navio não estava pronto para largar do cais para cumprimento da missão.

E fizeram-no de forma disciplinada, saindo do navio e formando militarmente no cais, assim afirmando a sua total disponibilidade para servir, mas não naquelas condições técnicas.

A nota da ANS acusa ainda «os políticos e militares, além da Comissão Liquidatária das Forças Armadas (tutela militar e tutela política), de ser responsável de «deixar chegar o material e as condições dos Homens e

Mulheres Militares ao que chegou, exigindo sempre, e a qualquer preço, o cumprimento da missão».

Defendendo os treze militares, a ANS mantém que estes «não foram arruaceiros, instigados por qualquer maquiavélica maquinação, como se tem visto ser bolsado por uma série de “comentadeiros”, que da coisa militar nada sabem, e da naval muito menos.

Quem formou no cais foram os arautos de um grito de alerta!.

Quem formou no cais foram 13 Marinheiros corajosos, leais e disciplinados a quem todos os verdadeiros Camaradas, verdadeiros Militares e verdadeiros Portugueses deverão estar sinceramente agradecidos.»


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