Associação das Coletividades de Lisboa promove Fórum Associativo Lisboa 2026 para debater futuro do movimento associativo
Evento decorrerá a 7 de março no auditório da Paróquia São João de Deus, em Lisboa, com painel de oradores e temas estratégicos para o associativismo local.

A Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa organiza o Fórum Associativo Lisboa 2026, a realizar-se no dia 7 de março no auditório da Paróquia da Igreja São João de Deus, na freguesia do Areeiro, Lisboa, reunindo coletividades da cidade para debater os desafios e perspetivas do movimento associativo popular (MAP).
Com três centenas de filiadas, a Associação apresenta-se como a entidade âncora do movimento associativo na capital, promovendo uma plataforma de participação e representação que visa fortalecer e desenvolver o MAP ao nível nacional, consolidando Lisboa como território estratégico de debate e inovação associativa.
O fórum aborda quatro temas estruturantes ao longo do dia: fiscalidade no movimento associativo, financiamento público e privado, regeneração do dirigismo e participação dos jovens, e o impacto da nova conjuntura social e demográfica no associativismo. Cada tema será moderado e contará com oradores experientes e jovens capazes de propor novas abordagens.
A fiscalidade será debatida como fator fundamental para a sustentabilidade e autonomia das coletividades, destacando a necessidade de um enquadramento fiscal promotor da ação associativa. No financiamento, o fórum procura refletir sobre modelos mais estáveis, transparentes e plurianuais, valorizando parcerias público-privadas e a responsabilidade social.
Sobre a regeneração de lideranças, o fórum enfatiza a importância da integração dos jovens no movimento, conciliando a experiência dos dirigentes atuais com a criatividade e dinamismo das novas gerações, numa perspetiva de renovação sustentável do associativismo lisboeta.
O fórum refletirá ainda sobre as mudanças demográficas recentes na cidade, incluindo o aumento da diversidade cultural e a chegada de novos residentes, que impõem a adaptação das coletividades a realidades mais inclusivas e flexíveis, reforçando o sentimento de pertença e participação cívica.
O programa inicia às 8h30 com receção das coletividades e dirigentes, seguindo-se intervenções e debate em painéis até às 18h30, com uma pausa para almoço às 13h00, onde está previsto um repasto para oradores, moderadores, convidados e dirigentes inscritos.
Os oradores confirmados incluem especialistas como Sónia Maria Ribeira Lucas e o professor Vasco Valdez Matias na área da fiscalidade; Pedro Nunes e Artur Botão para financiamento; o Dr. Ricardo Gonçalves e Pedro Miguel Pinto no tema da juventude; e Dr. Simone Tulumello na análise da nova conjuntura social e demográfica.
Entre os moderadores destaca-se a jornalista Filomena Lança e o radialista Vítor Machado, que coordenarão a discussão dos temas propostos.
Diversos parceiros apoiam o fórum, incluindo a Câmara Municipal de Lisboa, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, a Junta de Freguesia do Areeiro, a Ordem dos Contabilistas Certificados, o Instituto Português do Desporto e da Juventude, o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e, a confirmar, a Rádio Movimento.
Artur Botão, presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa, referiu na abertura do evento que esta iniciativa representa o “espelho maior” da crença no movimento associativo popular, enquanto força, identidade e capacidade de mobilização.
A vogal da Cultura da Junta de Freguesia do Areeiro, Susana Beirão, também participará nos discursos inaugurais, enquanto no encerramento intervirão João Bernardino, presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, e Vasco Luís de Sousa Anjos, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa.
O Fórum Associativo Lisboa 2026 pretende assim balizar o caminho para a reestruturação e inovação do movimento associativo na cidade, congregando experiências, conhecimento académico e prática para garantir a sustentabilidade e a relevância futura deste setor social essencial.
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