Uncategorized

Assembleia Descentralizada no Poceirão: Sessão ameaçada por adiamento

Sessão no Poceirão discute PDM e problemas locais.

Nas sessões descentralizadas os moradores têm prioridade e são os primeiros a apresentarem questões e alertas e no Poceirão a sala do Parque Mário Bento encheu-se e onde foram abordadas diversas questões. O primeiro ponto antes da ordem de trabalhos durou até à meia-noite e o presidente João Pedro Leitão consultou os eleitos sobre a continuidade da sessão. Decorridos quarenta minutos debateu-se as propostas, mas aprovou-se finalmente a continuidade dos trabalhos devido à necessidade de haverem propostas que exigiam o cumprimento de prazos.

A aprovação de regras para o novo Regimento irá certamente evitar que a discussão política envolva um longo período de intervenções, que esgotam a duração de futuras sessões.

Na sessão do Poceirão inscreveram-se dez moradores que manifestaram diversas preocupações face a muitos problemas que os atingem.

A presidente da Assembleia da União de Freguesias manifestou preocupações sobre a aprovação do novo Plano Diretor Municipal (PDM) e defendeu que o novo documento “deve servir as necessidades das populações”. A dirigente da Casa do Povo de Palmela lançou alertas sobre o isolamento e envelhecimento da população, numa zona onde existem mais de uma dezena de lares ilegais e de que modo o PDM “irá agilizar a construção de infraestruturas sociais”.

A presidente da Câmara de Palmela esclareceu que o atual PDM permite “viabilizar lares e outros equipamentos de carácter social, que anteriormente não era permitido em zonas rurais”. Relativamente aos lares ilegais, aguarda-se o pedido de licenciamento, mas a legalização será da responsabilidade da Segurança Social.

O problema dos lixos não tem corrido bem, lembrou Ana Teresa Vicente, mas a nova administração da Amarsul “mostrou-se sensível às nossas sugestões”. Mas apela “a um maior civismo da população”.

Um representante da Comunidade Intermunicipal de Península de Setúbal anunciou a realização do Fórum que a instituição irá realizar em Palmela, no diz 30 de junho e alertou a autarquia para a criação de um Plano de Imigração, revelando que o concelho “tem 14 por cento de imigrantes”.

Comércio privado de estacionamentos

Maria da Paz, comerciante em Águas de Moura, denunciou a falta de estacionamento na aldeia, revelando que as intervenções na rua central “retirou-nos mais de 20 lugares”. Esta moradora quis também ser esclarecida sobre a habitação social prevista para Águas de Moura. Paulo Ferreira abordou também a questão do estacionamento, pedindo que a câmara “crie alternativas”.

O lixo e a limpeza dos contentores estiveram em destaque e Rosa Pereira confessou a sua indignação face ao mau cheiro dos recipientes.

Esta moradora quis saber qual o ponto da situação da ampliação da capela mortuária prometida pelo anterior executivo.

Juliana Cândida manifestou a sua preocupação porque “Águas de Moura está cada vez mais esquecida” e defendeu a criação de um espaço digno no Largo de S. Pedro e acusou “falta a vontade de cuidar e respeitar quem aqui vive e trabalha”.

Revisão da Toponímia

A representante de uma Associação de Proprietários da Palmela Village veio da Quinta do Anjo para saber qual a visão da Câmara sobre a Urbanização?

A presidente Ana Teresa Vicente informou Rita Queiroga, repetindo as informações dadas na anterior sessão de Câmara, “aguardamos a publicação do PDM em Diário da República”, mas “estamos a trabalhar na organização de reuniões com todas as Associações de Proprietários”.

A dirigente social Felisbela trouxe à sessão questões denunciadas por moradores e começou por alertar “uma moradora vive sem água há um ano, porque”não tem nome de rua”. Esta moradora, revelou, “pediu há quatro anos à Comissão de Toponímia que desse nome há rua, mas continua a aguardar por resposta”.

Felisbela quis também ser esclarecida como podem os moradores ter direito a desratização e desbaratização e alertou para alguns casos de saúde mental provocada pelo isolamento.

Respostas da presidente

A presidente Ana Teresa Vicente abordou a questão da habitação social revelando “estão a decorrer todos os trabalhos para a entrada em obra de 21 fogos, que envolve um investimento de cinco milhões de euros”. Os fogos irão localizar-se por detrás do antigo quartel dos Bombeiros, na Rua Hermenegildo Capelo e “terão espaços de estacionamento não só para os 21 fogos, mas também para o comércio local”, revelou a autarca.

Os fogos têm conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Em relação à integração da população imigrante, a edil informou “temos desenvolvido ações com aulas da língua portuguesa e promovemos o atendimento descentralizado a imigrantes, nomeadamente a refugiados” e adianto “estas pessoas estão a pagar os seus impostos”.

Em relação à situação da Capela Mortuária, explicou “não existe verba inscrita em Orçamento”.

O estacionamento vai sofrer alterações e aposta-se na criação de bolsas.


Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus

palmela
palmela