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Arganil debate recuperação da Serra do Açor e adaptação às alterações climáticas

Investigadores, técnicos e representantes de várias entidades reuniram-se em Arganil para discutir estratégias de recuperação da paisagem e gestão florestal adaptadas às alterações climáticas, tendo como principal caso de estudo o projeto Floresta da Serra do Açor.

O Auditório da Antiga Cerâmica Arganilense acolheu, no dia 25 de junho, a ação de capacitação “Floresta da Serra do Açor : Restauração da Paisagem e Gestão Adaptativa”, dedicada aos desafios da recuperação da paisagem e da gestão florestal num contexto de alterações climáticas.

A iniciativa reuniu investigadores, técnicos e representantes de diversas entidades para partilhar conhecimento, experiências e boas práticas, tendo como principal foco o projeto Floresta da Serra do Açor.

O programa incluiu um seminário técnico e uma exposição dedicada aos resultados alcançados pelo projeto, permitindo divulgar experiências desenvolvidas no terreno e promover o intercâmbio de conhecimento entre especialistas e comunidades locais.

Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Arganil e da Direção da Floresta da Serra do Açor, Luís Paulo Costa, destacou o caráter inovador do projeto, sublinhando o modelo de governação colaborativa e de financiamento que tem permitido impulsionar a recuperação da paisagem.

Durante o encontro foram apresentados os principais resultados do projeto, os desafios encontrados ao longo da sua implementação e outros exemplos de restauro da paisagem. A iniciativa contou ainda com uma mesa-redonda dedicada às oportunidades da adaptação às alterações climáticas e ao papel de instrumentos como o Mercado Voluntário de Carbono.

Promovida pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra, no âmbito da rede Forest Knowledge Academy (FKA) da Agenda Transform, a ação contou com a colaboração do Município de Arganil, reforçando a ligação entre a investigação científica e a gestão do território.

Considerado uma referência nacional, o projeto Floresta da Serra do Açor assenta num modelo de governação que reúne entidades públicas, privadas e comunidades locais para restaurar 2.500 hectares de terrenos baldios através da plantação de 1,8 milhões de árvores autóctones. Com um horizonte de 40 anos e um investimento de 5 milhões de euros da Jerónimo Martins, o projeto pretende reforçar a resiliência da paisagem, promover a sustentabilidade e inspirar novas abordagens à gestão florestal em Portugal.


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