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Aprovação de empreendimento na mata de Sesimbra levanta polémica

A autarquia de Sesimbra aprovou um novo projeto imobiliário para a Mata de Sesimbra. O mesmo será construído na zona sul deste local e ficará a cargo da Magna Woodlands — Eco Resort. Este empreendimento, que será composto por dois aldeamentos turísticos, uma unidade hoteleira e áreas de equipamento cultural e desportivo de apoio às unidades turísticas instaladas, é reconhecido como de Potencial Interesse Nacional.

A empresa pretende investir mais de 400 milhões de euros e criar 700 postos de trabalho no concelho. Este megaprojeto vai criar mais camas para o pujante turismo de Sesimbra e oferecer novas ligações a vila. Exemplo disso é a da Estrada dos Almocreves, entre Maçã e a Quinta do Conde, considerada fundamental para a coesão territorial do município. É que se as freguesias de Santiago e do Castelo usufruem de várias ligações, o mesmo não pode ser dito da Quinta do Conde em relação ao restante concelho.

Este projeto foi aprovado por maioria absoluta, mas está a levantar alguma polémica. Isto por, alegadamente, “destruir o espaço natural”. O deputado Paulo Caetano (independente eleito pelo PS), frisou a vários meios de comunicação que este é um «contrato que vale muito dinheiro». Na última reunião autárquica, Francisco Jesus aproveitou para falar sobre o que está a sair nos meios sobre esta construção.

«São inverdades e imprecisões que criam um clima de suspeição sobre a aprovação deste contrato». O principal interesse do município, segundo o presidente, em todas as ocasiões deve ser salvaguardado. O vereador Nélson Pólvora, no mesmo espaço, afirmou que «nada deverá colocar em causa a boa-fé de quem está neste órgão autárquico». Os sesimbrenses também têm opiniões contrastantes em relação a este novo empreendimento.

Enquanto uns defendem que este será mais um grande projeto para os ricos (uma das infraestruturas que será criada é uma escola de golf), outros batem palmas para a criação de 700 novos postos de trabalho no concelho. Os partidos contra este empreendimento não duvidam da legalidade do mesmo, mas pedem que este seja adequado a proposta que a Câmara tem em relação ao PDM. O PDM de Sesimbra está a ser revisto e não suspenso, como algumas notícias tem avançado.

Segundo o líder do PSD, Marco Rodrigues, a «situação é de facto preocupante e que terá de ser analisada com cautela, seriedade e nunca metendo os interesses dos municípios em causa e sobrepostos a outros valores. Temos um PDM que já deveria estar revisto há muito tempo, e consequentemente poderá haver um aproveitamento do antigo PDM para fazer passar ou aprovar operações dentro do quadro legal do anterior PDM». O Plano Diretor Municipal levará a uma redução da capacidade construtiva em 50%.


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