CUF
AlcocheteCrimeDestaque
Tendências

Apanha ilegal de bivalves regressa em força a Alcochete

A apanha ilegal de bivalves volta a preocupar Alcochete. Falhas na fiscalização e riscos ambientais estão em destaque.

A crescente atividade de apanha ilegal de bivalves no estuário do Tejo, especialmente na zona ribeirinha de Alcochete e Samouco, tem gerado preocupações significativas entre as autoridades locais. Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, expressou recentemente uma vez mais a sua preocupação com a falta de fiscalização eficaz e o incumprimento das regras sanitárias e ambientais, que ameaçam a saúde pública e o meio ambiente.

O autarca destacou que, embora a apanha de bivalves seja uma fonte de sustento para muitas pessoas, a prática ilegal prejudica a segurança do consumo e a sustentabilidade dos recursos naturais. Desde que assumiu a presidência em 2017, Fernando Pinto tem testemunhado os desafios contínuos associados a esta atividade. <<Nada me move contra o tipo de atividade>>, afirmou, sublinhando, no entanto, a necessidade de cumprimento das regras estabelecidas.

Condições meteorológicas e impacto ambiental

As condições meteorológicas adversas ocorridas no final de 2025 e início de 2026, conhecidas como “comboio de tempestades”, levaram a grandes quantidades de água doce ao estuário, destruindo muitos dos bancos de amêijoa. Fernando Pinto observou que a diminuição no número de mariscadores nos últimos meses não se deveu a intervenções eficazes das autoridades, mas sim à escassez de recurso.

Com a recuperação dos bancos de amêijoa, teme-se que a pressão sobre o estuário aumente novamente, agravando as preocupações ambientais e sanitárias. A captura da amêijoa-japónica, mesmo quando autorizada, deve seguir rigorosas normas de segurança, que nem sempre são respeitadas pelos mariscadores ilegais.

Recursos insuficientes para fiscalização

O presidente da câmara criticou a falta de recursos adequados para a fiscalização, chamando a atenção para a “enorme precariedade” das capacidades da Guarda Nacional Republicana e da Polícia Marítima. Para Fernando Pinto, uma abordagem conjunta envolvendo diversas entidades governamentais é essencial para abordar eficazmente estas questões, protegendo assim o estuário e a economia local.

No contexto local, a apanha ilegal de bivalves não só ameaça o ambiente e a saúde pública, mas também a economia da região, afetando negativamente as comunidades dependentes da pesca sustentável e do turismo. A necessidade de uma estratégia integrada e eficaz é clara, garantindo que a riqueza natural do estuário do Tejo seja preservada para as gerações futuras.






NEWSLETTERAs notícias do Distrito, todos os dias, na sua caixa de correio

Todos os dias, às 18h30, receba por e-mail as notícias do Distrito de Setúbal por concelho, as principais notícias do país e do mundo, e as mais lidas do dia.

Consentimento RGPD 

Li e compreendi a Política de Privacidade disponibilizada.




Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus

palmela

palmela